Os motoristas brasileiros não ficarão felizes com esta notícia: a Petrobras anunciou, que a partir desta quarta-feira (25), irá reajustar o preço da venda da gasolina para as distribuidoras.
O aumento será de R$ 0,23 por litro, significando 7,46% a mais. Atualmente, o preço médio é de R$ 3,08 e passará a ser de R$ 3,31.
Este é o primeiro aumento de preços da gasolina, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir o governo. O combustível, na verdade, não tinha reajuste desde julho do ano passado.
Notícia não agrada motoristas brasileiros, mas é necessária
A Petrobras alegou que a gasolina vinha sendo negociada abaixo do valor internacional. Ainda declarou que essa elevação acompanha a evolução dos preços de referência.
E é coerente com a prática de valores da Petrobras, buscando o equilíbrio com o mercado, “mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.
Conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do valor do combustível entre o preço no Brasil e outros países já havia alcançado 14%.
Como o preço final, pago pelo motorista brasileiro, considera a cadeia de produção e tributos, além da realidade de cada local, o valor nas bombas deve superar o repasse das distribuidoras.
Nos postos de gasolina a legislação permite a mistura de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro. Com isso, o valor desse aumento da Petrobras na bomba será, em média, R$ 2,42 por litro nos postos de combustíveis.
Lembrando que apesar da troca do governo, Jean Paul Prates, indicado por Lula para a presidência da estatal, ainda não assumiu o cargo. Ele está aguardando o período de análise do seu currículo e histórico profissional.
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