A cidade do Rio de Janeiro comemora cinco anos sem reajustes no seu piso regional. Desde a última correção do salário mínimo estadual em 2019, os trabalhadores abrangidos pelas seis faixas da lei do piso vêm assistindo à sua remuneração congelada e, consequentemente, à perda do poder de compra – uma situação agravada pela inflação acumulada de mais de 33% no período.
Até 2019, todos os profissionais, independentemente da faixa salarial em que se incluíam, recebiam salários mais generosos do que o piso nacional. No entanto, a ausência de correções resultou no desaparecimento progressivo do piso regional à medida que as faixas salariais eram ultrapassadas pelo valor do salário mínimo.
Profissionais na categoria mínima veem seus salários depreciados
Por exemplo, empregados domésticos, catadores de material reciclável, faxineiros e guardadores de veículos, incluídos na primeira faixa salarial, tinham uma remuneração de R$ 1.238,11 em 2019. No entanto, este valor deixou de ser relevante quando o salário mínimo federal foi reajustado de R$ 1.212 para R$ 1.320, superando, assim, o piso do Rio de Janeiro.

Estimativas da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) sugerem que pelo menos dois milhões de trabalhadores fluminenses dependem do piso regional para terem um aumento nos seus salários. A deputada Dani Balbi (PCdoB), presidente do comité, tem tentado pôr em marcha uma proposta de reajuste.
Proposta de reajuste de salário
Em 2022, a última proposta apresentada para a recomposição das perdas salariais do período foi de 38,5%. No entanto, esta proposta está até agora sem resposta, aguardando uma contraproposta da bancada patronal. A ausência de um reajuste resultou numa perda anual estimada em R$ 30 bilhões de arrecadação para o estado.
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A proposta de reajuste salarial está atualmente parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, estando na agenda do deputado relator Dr. Serginho (PL) para o dia 21 de março. No entanto, os trabalhadores fluminenses permanecem aguardando ansiosamente um aumento de salário que reflita as taxas de inflação acumuladas nos últimos cinco anos.
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil – Edição: Seu Crédito Digital
