O estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, proibiu o uso do TikTok. O anúncio foi feito na última terça-feira, dia 29. A decisão partiu da governadora, Kristi Noem, que alegou que os estadunidenses estariam sendo espionados pelo Partido Comunista da China.
“Dakota do Sul não fará parte das operações de coleta de informações das nações que nos odeiam. O Partido Comunista Chinês usa as informações que coleta no TikTok para manipular o povo americano e coleta dados dos dispositivos que acessam a plataforma”, foi o que afirmou Noem.
No entanto, não foram apresentadas provas. Ela ainda foi incisiva ao afirmar que a ação deverá ser tomada de maneira imediata, e sugeriu que outros estados americanos tomassem a mesma medida.
“Devido ao nosso sério dever de proteger os dados privados dos cidadãos de Dakota do Sul, devemos agir imediatamente […] espero que outros estados sigam o exemplo de Dakota do Sul e que o Congresso também tome medidas mais amplas”, comentou.
Polêmicas do TikTok nos Estados Unidos
Não é a primeira vez que o TikTok se viu em polêmicas nos Estados Unidos. Um caso recente envolve uma matéria publicada pelo Buzzfeed News em junho. A publicação afirmava que funcionários chineses da ByteDance — empresa que controla o TikTok — estariam tendo acesso a dados não públicos de cidadãos americanos.
Essas alegações foram baseadas em áudios supostamente gravados durante reuniões internas do TikTok. O Buzzfeed News afirmou que as informações alertam que engenheiros da China teriam tido acesso aos dados dos usuários, pelo menos, entre setembro de 2021 e janeiro de 2022.
A porta-voz do TikTok, Maureen Shanahan, comentou sobre o caso afirmando que entende que o aplicativo de vídeos curtos é olhado de perto, mas ao que diz respeito à segurança dos dados de seus usuários, eles buscam eliminar qualquer dúvida referente a isso.
“É por isso que contratamos especialistas em suas áreas, trabalhamos continuamente para validar nossos padrões de segurança e contratamos terceiros confiáveis e independentes para testar nossas defesas”, alegou ela.
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