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Estudo da Serasa aponta os impactos emocionais de inadimplência dos consumidores

Em 2022, o Brasil registrou 69 milhões de endividados. Assim, a Serasa decidiu investigar os impactos emocionais da inadimplência. Confira!

João Renato Ferreira da SilvaPor João Renato Ferreira da Silva3 min de leitura
Homem sentado em um sofá com o rosto escondido entre as duas mãos. À sua frente, em uma mesa, um notebook aberto e várias contas espalhadas, com uma calculadora, uma caneta e um celular.

Em 2022, a inadimplência dos brasileiros cresceu por dez meses consecutivos até outubro, chegando a mais de 69 milhões de pessoas com o nome restrito no país. Por este motivo, a Serasa encomendou um estudo especial que investigou os impactos emocionais da inadimplência nos consumidores.

Em suma, a pesquisa, intitulada “Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro”, busca entender os motivos que causam o endividamento no país, bem como traçar um perfil das pessoas endividadas. Confira, a seguir, algumas informações reveladas pela 5ª edição do estudo.

Impactos emocionais provocados pela inadimplência

O estudo da Serasa entrevistou 5.225 pessoas, de todas as regiões do Brasil, que fazem parte da base de endividados da empresa. A pesquisa foi encomendada ao Instituto Opinion Box.

Insônia

É comum que problemas emocionais resultem em alterações biológicas. Assim, conforme o estudo da Serasa, 83% dos entrevistados relataram que têm insônia provocada pela preocupação excessiva com as contas.

Segundo a Psicóloga do Dinheiro Valéria Meirelles, que participou do estudo, quando uma pessoa passa a buscar o tempo todo por uma solução para suas dívidas, a ansiedade toma conta do corpo, inclusive na hora de dormir. Por isso, o sono acaba sendo afetado.

Relações sociais prejudicadas

Outro dado preocupante trazido pelo estudo da Serasa revela que as dívidas impactaram as relações interpessoais de 83% dos brasileiros consultados. Desse total, 62% relataram problemas conjugais, enquanto 36% disseram que se afastaram dos amigos por conta da inadimplência.

No primeiro caso, o alto número está relacionado aos projetos de vida e à intimidade financeira do casal, que podem sofrer abalos com o acúmulo de contas. Já a segunda situação pode ocorrer porque o endividado, por falta de dinheiro, não consegue mais sustentar programas com amigos, ficando isolado.

Pensamentos negativos

Além disso, o estudo da Serasa indica que 78% das pessoas já tiveram pensamentos negativos associados às complicações financeiras. Entre os sentimentos mais comuns, aparecem o temor, o desânimo, a desesperança e a baixa autoestima.

Por exemplo, 61% disseram já ter passado por crises de ansiedade, enquanto 53% tiveram medo e tristeza, por causa das dívidas, ao imaginar o futuro. Além disso, a inadimplência fez com que 33% das pessoas duvidassem de sua capacidade de administrar as próprias finanças.

Outros dados

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Ao mesmo tempo, o estudo da Serasa apresenta outras estatísticas interessantes que podem ajudar a entender os impactos da inadimplência na saúde mental dos brasileiros. Confira, a seguir, alguns números:

  • 74% das pessoas disseram enfrentar problemas de concentração para realizar tarefas cotidianas;
  • 57% das pessoas já se sentiram mal por ter de pedir dinheiro emprestado para a família;
  • 51% das pessoas têm vergonha de sua situação de inadimplência;
  • 31% deixaram de frequentar reuniões familiares por esse motivo.

Esperança de vencer a inadimplência

Por fim, em meio a índices alarmantes sobre a saúde financeira dos brasileiros, um indicador chama atenção pelo lado positivo. Isso porque o estudo da Serasa indicou que 40% dos entrevistados têm certeza de que conseguirão quitar as dívidas em breve.

O número é 11% maior em relação ao registrado em 2021, o que demonstra um crescimento da esperança de voltar a ter o nome limpo. No total, 70% das pessoas acreditam que vão conseguir pagar as contas em algum momento.

Imagem: SB Arts Media/shutterstock.com

João Renato Ferreira da Silva

Autor

João Renato Ferreira da Silva

Formado em Jornalismo e estudante de Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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