O mercado de celulose brasileiro recebeu uma notícia positiva em setembro de 2025: os Estados Unidos suspenderam a aplicação de um imposto extra de 10% sobre as exportações do produto. A medida, oficializada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump e publicada no Federal Register, representa um alívio para um setor que vinha enfrentando retração nos embarques e incertezas em relação às políticas comerciais norte-americanas.
EUA suspendem imposto extra de 10% sobre celulose brasileira
EUA suspendem sobretaxa de 10% sobre celulose brasileira, medida deve impulsionar exportações e beneficiar setor estratégico.
Com a decisão, o Brasil, líder global na produção e exportação de celulose, retoma competitividade em um de seus mercados mais estratégicos. Entenda o que muda, os impactos já sentidos pela indústria e as expectativas para os próximos meses.
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O que decidiu o governo dos EUA

A ordem executiva 14346, assinada em 5 de setembro de 2025 por Donald Trump, determinou a retirada da sobretaxa aplicada sobre celulose de coníferas e não coníferas exportada pelo Brasil. Os códigos tarifários afetados foram os 4703.11.00, 4703.21.00 e 4703.29.00, que agora deixam de ser enquadrados na cobrança adicional.
Na prática, os embarques brasileiros passam a pagar apenas as tarifas já previstas no sistema comercial norte-americano, sem o acréscimo de 10% que havia sido implementado meses antes.
Um setor estratégico para o Brasil
A celulose é um dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, com destaque para mercados da Ásia, Europa e América do Norte. Os Estados Unidos estão entre os maiores compradores do insumo, utilizado principalmente na fabricação de papel e derivados.
Segundo dados oficiais, em maio de 2025, a celulose foi o segundo produto mais afetado pelas sobretaxas impostas pelos EUA, registrando queda de 35% nos embarques em relação ao mesmo período de 2024.
Esse recuo acendeu o sinal de alerta em Brasília e nas companhias exportadoras, já que qualquer retração no setor impacta diretamente a balança comercial e a arrecadação brasileira.
Impactos já sentidos no mercado
A sobretaxa havia colocado pressão sobre grandes players do setor, como a Suzano, maior produtora brasileira de celulose. Apesar disso, a empresa conseguiu reverter prejuízos e reportou lucro líquido de R$ 5,01 bilhões no segundo trimestre de 2025, impulsionada pelo crescimento nas vendas de papel e pela demanda consistente de outros mercados.
Com a retirada do imposto extra, a expectativa é de que os embarques para os EUA ganhem força, ampliando as margens das empresas brasileiras e consolidando o país como fornecedor competitivo em nível global.
Celulose brasileira: competitividade em destaque
A decisão norte-americana fortalece a posição do Brasil como líder nas exportações de celulose. O setor é conhecido por sua alta produtividade, base florestal sustentável e custos mais baixos em comparação a concorrentes internacionais.
Além disso, o anúncio chega em um momento favorável: a demanda global por celulose permanece aquecida, especialmente em países asiáticos, e a retirada da tarifa tende a acelerar novos contratos com parceiros norte-americanos.
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Reflexos para a economia brasileira
A suspensão da sobretaxa também pode ter efeitos positivos sobre a balança comercial do Brasil, que tem na celulose um de seus pilares de exportação. Com embarques mais competitivos, há perspectiva de maior entrada de divisas e impacto positivo no setor de papel e derivados.
Além disso, a medida pode fortalecer a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, reduzindo tensões comerciais e abrindo espaço para novas negociações em áreas estratégicas.
Expectativas para os próximos meses

Com a exclusão dos códigos tarifários na lista da ordem executiva, o mercado aposta em uma recuperação rápida das exportações. As empresas já monitoram oportunidades de ampliar sua participação nos EUA, aproveitando a janela aberta pela decisão da Casa Branca.
Ainda assim, especialistas alertam que o cenário internacional continua volátil, e a política comercial norte-americana pode voltar a sofrer alterações dependendo do contexto econômico e político.
Com informações de: Poder360
