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Ex-presidente da Caixa se torna réu

Pedro Guimarães, que atuou no comando da Caixa, acaba de se tornar réu por acusações de assédio. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Pedro Guimarães Presidente da Caixa

Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, se tornou réu em decorrência das denúncias de assédio contra as trabalhadoras da instituição financeira. A ação do Ministério Público Federal foi aceita pela Justiça. O processo corre em sigilo. 

Guimarães deixou o comando do banco público em junho do ano passado após vários relatos de assédio por parte de funcionárias. Agora, ele terá que responder criminalmente pelas denúncias. 

Na época, as informações vieram a público pelo portal Metrópoles. Todas as vítimas exerciam suas funções de trabalho no banco em equipes que atendiam diretamente o gabinete de Guimarães. 

Assédio nas viagens da Caixa 

Os relatos abordaram que as práticas de assédio quase sempre aconteciam em viagens de trabalho pela Caixa Econômica Federal. E, que o então presidente, escolhia “mulheres bonitas” para que fossem acompanhantes nas comitivas. 

Além disso, foi declarado que aquelas que “chamavam a atenção” de Guimarães eram convidadas para assumirem cargos em Brasília, sem cumprir com os requisitos determinados. 

Os depoimentos das vítimas trazem diferentes tipos de abusos e assédio por parte do ex-presidente da Caixa. 

Ex-presidente da Caixa 

Pedro Guimarães foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a assumir o comando do banco público logo no início do mandato. Na carta de oficialização do pedido de demissão, ele alegou que combateu o assédio dentro da Caixa e negou todas as acusações contra ele. 

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Ainda no texto, afirmou que sua ascensão profissional não aconteceu por motivos de favores ou pagamentos por vantagens. Guimarães falou que as notícias mentirosas divulgadas pela imprensa atingiram sua família.

Sua saída do cargo, segundo ele, foi para não atrapalhar uma possível reeleição de Bolsonaro à Presidência da República, uma vez que ambos tinham uma relação próxima. 

No processo, o advogado de Defesa, José Luis Oliveira Lima diz acreditar fortemente em absolvição e que a verdade deverá aparecer.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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