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Ex-repórter da Globo processa emissora por discriminação e ‘pressão estética’

O processo da ex-repórter contra a Globo pode atingir o valor de R$ 13 milhões caso a Justiça decida pela condenação da emissora

Avatar de Adriana Albuquerque Adriana Albuquerque · · 2 min de leitura
Mulher branca de cabelos claros tirando uma selfie com pessoas ao fundo, de costas. Ao fundo também aparece uma árvore

A ex-repórter da Globo Veruska Donato está processando a emissora de televisão por discriminação e ‘pressão estética’. Atuante por 21 anos, a jornalista afirmou que sofria assédio moral para se enquadrar em um padrão estético imposto pela TV Globo. O portal Notícias da TV divulgou as informações.

O processo da ex-funcionária contra a Globo pode atingir o valor de R$ 13 milhões caso a Justiça decida pela condenação da emissora de televisão. Além disso, Veruska também pediu o reconhecimento de vínculo empregatício na ação.

De acordo com a jornalista, a emissora assinou a carteira de trabalho da profissional apenas nos dois últimos anos de trabalho. Segundo a Donato, nos outros 17 anos a profissional atuou como pessoa jurídica para a emissora.

Ex-repórter da Globo apresentou e-mails que comprovam discriminação

No processo aberto pela ex-repórter da Globo contra a emissora de televisão, a jornalista anexou e-malis enviados pela diretora de Jornalismo da Globo em São Paulo, na época Cristina Piasentini, e pela chefe de redação, Ana Escalada, comprovando a discriminação e a pressão estética.

De acordo com os documentos apresentados pela defesa de Veruska no processo, que corre na 37ª Vara do Trabalho de São Paulo, as chefias de reportagem exigiam que a repórter usasse roupas “comportadas”, que não marcassem quadris e “barriguinhas persistentes”.

Além disso, as mensagens, enviadas por e-mails, pediam, ainda, que as jornalistas mantivessem uma dieta equilibrada durante o dia a dia para evitar que engordassem. Após anos trabalhando para a emissora, aos 50 anos, Donato passou, também, a receber cobranças da diretoria de jornalismo a respeito de rugas e flacidez da pele. 

Síndrome de Burnout e demissão

Como consequência, a jornalista desenvolveu a chamada Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional com sintomas de esgotamento físico e estresse relacionados ao ambiente de trabalho.

Veruska recebeu licença médica do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) devido a “incapacidade para o trabalho” e foi afastada por 77 dias. Contudo, cinco dias após o fim da licença, que terminou em 28 de outubro de 2021, a repórter foi demitida da emissora.

A defesa da jornalista ainda alega prática ilegal da emissora ao demitir a funcionária logo após a licença médica, ação proibida pela legislação trabalhista.

Imagem: Reprodução/Instagram @veruskadonato

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