A obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por uma nova mudança no Brasil. Candidatos que desejam tirar habilitação nas categorias A e B agora precisam apresentar resultado negativo em exame toxicológico antes da conclusão do processo.
Nova exigência para CNH A e B começa a valer em Sergipe
Nova regra exige exame toxicológico negativo para primeira habilitação CNH nas categorias A e B. Veja quem precisa fazer e como funciona.
A alteração amplia uma exigência que antes era aplicada principalmente aos motoristas profissionais das categorias C, D e E, que conduzem veículos como caminhões, ônibus e outros veículos de transporte.
A medida começou a ser adotada pelos órgãos estaduais de trânsito após orientação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), enviada aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Em Sergipe, por exemplo, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SE) informou que a regra passou a valer para novos candidatos à habilitação nas categorias A e B, seguindo a determinação nacional.
Leia mais:
Golpistas usam nome do PIS/Pasep para enganar trabalhadores

O que muda para quem vai tirar a primeira CNH?
Antes da mudança, o exame toxicológico era uma obrigação principalmente para condutores profissionais.
Agora, quem pretende obter a primeira habilitação para dirigir:
- motocicletas (categoria A);
- carros de passeio (categoria B);
também precisa apresentar um resultado negativo no exame.
Na prática, o candidato continua realizando as demais etapas tradicionais do processo de habilitação, como aulas teóricas, exames médicos, avaliação psicológica e prova prática, mas passa a ter uma nova exigência documental.
Quem precisa fazer o exame toxicológico?
A exigência vale para:
- candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B;
- motoristas que perderam a Permissão Para Dirigir (PPD) e precisam iniciar novamente o processo para tentar obter a CNH.
Além disso, a regra permanece para condutores das categorias C, D e E, que já tinham essa obrigação.
O objetivo da medida é ampliar o controle sobre o uso de substâncias psicoativas entre condutores e reforçar a segurança no trânsito.
Como funciona o exame toxicológico?
O exame toxicológico utiliza amostras como cabelo, pelos corporais ou outros materiais biológicos autorizados para identificar o consumo de determinadas substâncias.
Uma das principais características desse teste é a chamada janela de detecção ampliada.
Diferentemente de exames comuns, que identificam substâncias presentes em um período mais curto, o exame toxicológico consegue analisar o histórico de consumo em um intervalo de aproximadamente 90 dias anteriores à coleta.
Isso significa que o teste busca identificar padrões de uso de substâncias psicoativas e não apenas um consumo recente.
Em que momento o exame deve ser feito?
Segundo o Detran-SE, o exame deve ser realizado após o candidato passar pelo exame prático de direção.
O candidato precisa apresentar o resultado negativo para concluir o processo de obtenção da habilitação.
Caso o resultado seja positivo, o procedimento segue regras específicas dos órgãos de trânsito, podendo impedir a continuidade naquele momento.
Por que o exame toxicológico foi ampliado?
A ampliação da exigência está relacionada às políticas de segurança no trânsito.
O uso de determinadas substâncias pode comprometer fatores essenciais para dirigir, como:
- atenção;
- tempo de reação;
- capacidade de tomada de decisão;
- controle emocional.
Com a nova regra, os órgãos de trânsito buscam aumentar a prevenção de acidentes e criar mecanismos de fiscalização mais amplos.
Diferença entre exame toxicológico e exames tradicionais da CNH
Durante o processo para tirar a carteira de motorista, o candidato já passa por avaliações obrigatórias.
Entre elas estão:
- exame médico;
- avaliação psicológica;
- provas teóricas;
- exame prático de direção.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O exame toxicológico possui uma finalidade diferente.
Enquanto os exames médicos e psicológicos avaliam condições gerais para dirigir, o toxicológico busca identificar o uso de substâncias específicas em determinado período anterior à coleta.
Motoristas profissionais já tinham essa obrigação
A exigência não é totalmente nova no Brasil.
Condutores das categorias C, D e E já precisam realizar exame toxicológico em situações previstas pela legislação de trânsito.
Essas categorias envolvem profissionais que trabalham com veículos de maior porte e transporte de passageiros ou cargas.
A diferença é que agora a regra alcança também novos condutores das categorias mais comuns, como motociclistas e motoristas de carros.
O que acontece com quem perdeu a PPD?
A Permissão Para Dirigir (PPD) é a autorização provisória concedida ao motorista recém-habilitado durante o primeiro ano.
Quem perde esse documento e precisa refazer o processo de habilitação também deverá cumprir a nova exigência do exame toxicológico.
Isso significa que o candidato deverá seguir novamente as etapas determinadas pelo órgão de trânsito, incluindo a apresentação do teste negativo.
Como o candidato deve se preparar?

Quem pretende iniciar o processo da primeira CNH deve consultar o Detran do seu estado para confirmar:
- laboratórios autorizados;
- documentos necessários;
- valores;
- etapas atualizadas do procedimento.
Como os serviços são operacionalizados pelos estados, alguns detalhes podem variar conforme a unidade federativa.
Também é importante fazer o exame dentro do prazo correto para evitar atrasos na conclusão da habilitação.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
