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CNH A e B: exame toxicológico passa a ser exigido? Entenda tudo

Projeto de Lei 3965/21 pode tornar obrigatório o exame toxicológico para obtenção da primeira CNH nas categorias A e B. Entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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Um novo capítulo na legislação de trânsito brasileira está prestes a se concretizar. O Projeto de Lei 3965/21, aprovado pelo Congresso Nacional, aguarda agora a sanção presidencial para tornar obrigatória a realização de exame toxicológico para todos os candidatos à primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro).

Se sancionada, a medida ampliará significativamente a base de motoristas que precisam se submeter ao teste, gerando impacto direto nos laboratórios e nos custos de obtenção da carteira de motorista.

O que diz o Projeto de Lei 3965/21?

CNH social toxicológico exame
Imagem: Canva

Leia mais: Primeira CNH pode passar a exigir exame toxicológico; veja quais drogas são identificadas

Expansão da exigência do exame

O Projeto de Lei 3965/21, aprovado na Câmara e no Senado, prevê a exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B. A mudança tem como foco aumentar a segurança viária, impedindo que condutores sob efeito de substâncias psicoativas iniciem sua trajetória ao volante.

Justificativa da proposta

De acordo com os parlamentares que defenderam o texto, o uso de drogas ilícitas por motoristas não se restringe às categorias profissionais. A ampliação da exigência é considerada uma medida preventiva, especialmente em tempos de aumento de consumo de substâncias entorpecentes entre jovens.

Como funciona o exame toxicológico?

Coleta de amostras

De acordo com informações da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o exame toxicológico é realizado por meio da coleta de cabelos ou pelos do corpo. As áreas autorizadas para essa coleta incluem membros superiores e inferiores, região do tórax, axilas e parte íntima. O procedimento permite a detecção do uso de substâncias entorpecentes em um período prolongado, com uma janela de verificação que pode alcançar até cento e oitenta dias. Essa abrangência temporal possibilita identificar se houve consumo de drogas ao longo dos últimos meses.

Se o resultado da triagem for negativo, o laudo é liberado diretamente. Caso haja positividade, a amostra passa por uma nova análise confirmatória, utilizando técnicas laboratoriais específicas.

O envelope B, que armazena uma segunda porção da amostra, só é aberto em caso de contraprova solicitada pelo doador ou por decisão judicial.

Quais drogas são detectadas?

  • Cocaína
  • Opiáceos
  • Anfetaminas
  • Maconha (THC)

Conforme dados atualizados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), os exames toxicológicos apresentam taxa de positividade de 1,37% nos laudos que não têm justificativa possível e de 1,56% nos casos em que há justificativas médicas apresentadas.

Exame toxicológico: obrigatório ou discriminatório?

Debate entre especialistas

Embora os apoiadores da proposta ressaltem que a medida pode contribuir para a redução de acidentes e tornar o trânsito mais seguro, há críticas quanto à sua abrangência. Alguns especialistas consideram exagerada a exigência do exame toxicológico para condutores iniciantes, argumentando que esses motoristas ainda não atuam de forma profissional e, portanto, não deveriam ser submetidos ao mesmo rigor aplicado a motoristas de categorias mais elevadas.

Riscos e consequências de um resultado positivo

Motorista com as duas mãos em um volante de carro.
Imagem: Pushish Images / shutterstock.com

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Suspensão da habilitação

Motoristas com exame positivo e que já possuem CNH C, D ou E podem ter a carteira suspensa, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Perguntas frequentes (FAQ)

Há possibilidade de falsos positivos?

A possibilidade é extremamente baixa. O exame passa por etapas rigorosas de análise e, em caso de resultado positivo, uma segunda análise confirmatória é realizada com outra porção da amostra. Além disso, o envelope B pode ser usado para contraprova.

O que acontece se o resultado for positivo?

O candidato será impedido de seguir com o processo de habilitação. Em caso de contestação, pode-se solicitar contraprova, com análise do envelope B.

Considerações finais

O possível avanço do Projeto de Lei 3965/21 marca uma nova era na fiscalização do trânsito brasileiro. Com a ampliação da exigência do exame toxicológico para condutores das categorias A e B, o país dá um passo importante na tentativa de reduzir acidentes causados pelo uso de substâncias psicoativas ao volante.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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