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Exército vai punir oficiais que comemorarem o aniversário do Golpe

Em movimento contrário aos últimos anos, exército vai punir militares da ativa que celebrarem o Golpe de 64. Saiba mais.

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
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Tomás Paiva, comandante do Exército, informou que oficiais que comemorarem ou participarem de eventos relacionados ao “aniversário” do Golpe Militar de 1964, que acontece nesta sexta-feira, 31 de março de 2023, serão punidos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o comandante do Exército já havia passado a orientação para oficiais-generais. Além disso, o alto escalão das forças militares tem preocupação com os movimentos que podem ocorrer na cidade do Rio de Janeiro.

Dessa forma, o Exército determinou a criação de uma força-tarefa que ficará atenta aos movimentos relacionados ao Clube Militar, um grupo de militares da reserva que pretende se reunir para comemorar o Golpe de 64.

Preocupação do Exército sobre as “comemorações” do Golpe

Em suma, a preocupação se dá principalmente pelo evento realizado pelo Clube Militar. Segundo informações, o encontro nomeado de “Movimento Democrático de 1964” terá ingresso a custo de R$90. Além disso, segundo a Folha, é comum que oficiais da ativa estejam presentes nesse tipo de evento.

Atualmente, a posição do Exército sobre o período da ditadura é consideravelmente distinta na comparação com os últimos quatro anos. Nesse período, o capitão reformado, Jair Bolsonaro (PL), fez questão de comemorar os anos de chumbo passados pelo Brasil.

Posição do novo governo

A decisão de Paiva em não mencionar o aniversário do Golpe não é uma ordem direta de José Múcio Monteiro (PTB), ministro da Defesa. Contudo, tal posição ocorreu após a pasta da Defesa confirmar que se manteria em silêncio sobre o período.

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Além disso, em conversas informais, Múcio e Paiva se juntaram a Marcos Olsen, chefe da Marinha brasileira, e Marcelo Damasceno, chefe da Aeronáutica brasileira. Dessa forma, os militares tomaram a decisão nesse encontro.

Ainda vale destacar que a decisão da pasta da Defesa passa pelo posicionamento do atual Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perseguido durante o Golpe Militar, para evitar desgaste com a maior parte da população brasileira.

Imagem: Bumble Dee / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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