Desde o dia 11 de janeiro, a Americanas está ocupando parte do noticiário nacional, já que uma inconsistência contábil no valor de 20 bilhões de reais foi encontrada no balanço da empresa.
Falência da Americanas pode beneficiar grande empresa brasileira
Falência da Americanas pode beneficiar grande empresa brasileira. Saiba o que pode acontecer se a varejista fechar as portas
Depois dessa polêmica, vários fatos aconteceram: o CEO e o diretor financeiro da varejista entregaram os cargos, as ações caíram mais de 70%, investidores entraram com processo contra a empresa e, por fim, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial no dia 19 de janeiro.
O pedido de recuperação judicial é feito pelas empresas que estão passando por dificuldades financeiras. O objetivo é criar um plano para que a empresa não decrete falência, consiga manter o negócio e pague suas dívidas.
Entretanto, o que aconteceria se a Americanas deixasse de atuar no mercado brasileiro. Quais seriam as empresas que poderiam se beneficiar com a saída dessa grande varejista? Saiba mais sobre o assunto a seguir.
Quem pode aproveitar a queda da Americanas?
Atualmente, não existe nenhuma previsão para que a Americanas deixe de atuar no mercado. Contudo, analistas do banco Citi avaliaram um cenário hipotético onde a varejista deixaria de existir.
Consequentemente, o seu fluxo de venda e seus consumidores iriam migrar para outras empresas do setor. Nesse caso, quem mais se beneficiaria com a situação seria o Magazine Luiza.
De acordo com a avaliação, a Magalu teria um aumento do tráfego online para sua plataforma de vendas. Além disso, seria possível perceber um crescimento da quantidade de produtos negociados através do site.
Com a saída da Americanas, a Magazine Luiza teria um aumento de:
- 18% no volume de mercadorias negociadas;
- 14% nas vendas online feitas diretamente pela Megalu;
- 25% nas vendas feitas através do marketplace.
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Outras empresas podem ser beneficiadas
Além do Magazine Luiza, outras varejistas também podem perceber um crescimento com o fechamento da Americanas. Por exemplo, o grupo Via (responsável por Casas Bahia e Ponto) teria um aumento de 15% no volume de mercadorias negociadas; de 12% em vendas diretas e 24% em marketplace.
O Mercado Livre também pode notar um aumento de 11% no volume de mercadorias negociadas e de 11% no marketplace. De acordo com os analistas, é complicado prever como ficariam as vendas de lojas físicas, já que a concorrência é maior e mais variada.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/shutterstock.com
