Transferências monetárias efetuadas por engano podem fazer milhões de reais aparecerem na sua conta bancária da noite para o dia.
De vez em quando, erros humanos ou falhas nos equipamentos utilizados pelos sistemas bancários resultam em transferências de valores absurdos para as pessoas erradas.
Mas não se engane: as vítimas desse tipo de confusão podem ganhar uma bela dor de cabeça.
Brasileiros que ganharam milhares de reais “do nada”
Esse foi o caso do morador de Valparaíso de Goiás (GO), Jairo Xavier Evangelista, que recebeu R$ 15 milhões da Caixa Econômica Federal. O valor teve que ser retornado, mas mesmo após a devolução, a conta de Evangelista foi paralisada.
“Liguei no 0800 da Caixa Econômica, que pediu meu CPF e falou que era um erro de sistema. Até aí tudo bem […]. Precisei, no mesmo instante, abastecer o carro, mas deu cartão bloqueado”, foi o que relatou Evangelista a Tilt, da UOL.
Devido ao transtorno causado, a Justiça determinou que a Caixa indenizasse Evangelista no valor de R$ 1 mil. Ele alegou que a situação lhe gerou ansiedade e constrangimento, além de tê-lo obrigado a pegar dinheiro emprestado durante o tempo que o cartão ficou bloqueado.
Jéssica Martins Silva Cortes, de Anápolis (GO), também passou por problemas relativos a depósitos errados. Ela conta que recebeu um PIX de R$ 100 mil e passou mais de 20 dias tentando devolver o valor.
Ela deveria receber R$ 14 mil referente a um acordo judicial. “Liguei e não consegui contato por telefone. Mandei um e-mail para a ouvidoria. Se não me engano, me responderam dois dias depois pedindo mais informações para identificarem as transações”, contou.
Uma fortuna caiu na minha conta. E agora?
Caso isso venha a ocorrer, o recomendado é que não se mexa no dinheiro transferido indevidamente, avisando, assim que possível, à instituição financeira do equívoco.
Caso haja recusa em devolver o valor, o banco poderá ingressar com uma ação judicial contra o consumidor.
Se uma parte do dinheiro for gasta – o que pode acontecer até sem querer, se a transferência não for tão expressiva – a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran) afirma que existe a possibilidade tentar fazer uma negociação com a instituição bancária.
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