Em outubro deste ano, a taxa de endividamento das famílias brasileiras atingiu preocupantes 49,8%. Ao excluir dívidas imobiliárias, a taxa fica em 31,6%.
Famílias brasileiras batem recorde de endividamento
Com a inflação e o desemprego altos, brasileiros encaram recorde de endividamento. Entenda o contexto na matéria.
De acordo com dados do Banco Central, essas famílias apresentam renda familiar comprometida em 28,2%, um recorde da série histórica em termos de endividamento. Desde agosto deste ano, a taxa girava em torno de 26,1%.
Brasileiros recorrem a cartões de crédito e cheque especial
Considerando o cenário socioeconômico fragilizado pela pandemia e agravado por outros problemas, muitos brasileiros entraram na estatística recorde de endividamento. Para lidar com as contas e ganhar mais tempo para quitar as dívidas, muitos recorrem ao cartão de crédito ou ao cheque especial, uma escolha bastante perigosa no atual cenário.
A princípio, o Banco Central afirma que houve redução no juro médio total cobrado pelos bancos, passando de 408% para 392,6% ao ano. Além disso, os juros em parcelamentos também caíram, indo de 184,9% para 180,6% ao ano.
Contudo, levando em consideração as taxas de operação do rotativo e do parcelado, os juros totais do cartão de crédito aumentaram, passando de 96,8% para 100,2%.
Por outro lado, o cheque especial permanece sendo uma modalidade de crédito bastante cara, visto que a taxa média mensal de juros é de 7,96%.
Além disso, segundo dados da FecomercioSP, a inadimplência entre brasileiros em relação a empréstimos atingiu 45,1%, somando mais de R$ 85 bilhões em dívidas no primeiro semestre de 2022.
Valor dos juros supera gastos com necessidades básicas
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Atualmente, os maiores gastos das famílias brasileiras são aluguel, alimentação e juros bancários. A conta de energia elétrica e o combustível também consomem uma fatia significativa da renda familiar.
Com a inflação agressiva, auxílios monetários que visam aquecer a economia servem também abater levemente dívidas que não param de crescer. Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 79,3% das famílias brasileiras apresentam dívidas ativas.
Imagem: SB Arts Media / shutterstock.com
