Em 24 de junho de 2025, o presidente do Federal Reserve americano, Jerome Powell, manifestou apoio a projetos de lei que introduzem diretrizes claras para o setor de criptomoedas no país.
Fed aprova regulamentação cripto: Powell elogia projetos sobre stablecoins e mercado digital
Presidente do Fed, Jerome Powell, endossa projeto de lei para regulamentar stablecoins e criptomoedas, afirmando que o setor se beneficiará com regras claras.
Ele ressaltou a necessidade urgente de institucionalizar normas para stablecoins e demais criptoativos – uma mudança de postura que sinaliza amadurecimento regulatório nos EUA.
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Contexto político: avanços legislativos no Congresso
Lei GENIUS estabelece pilares para stablecoins
Na semana anterior, o Senado aprovou a chamada Lei GENIUS, projeto bipartidário que propõe criar padrões para emissão, custódia e negociação de stablecoins. A medida agora aguarda sanção da Câmara.
Lei CLARITY define o mercado de cripto
Simultaneamente, o Senado avalia a Lei CLARITY, que visa instituir marcos para regulamentar exchanges, provedores de serviços e ativos digitais.
Ambos os projetos convergem para oferecer ao setor a segurança jurídica hoje ausente no ambiente cripto.
O que disse Jerome Powell
“É ótimo que os projetos estejam sendo aprovados”
Em audiência no Congresso, Powell afirmou: “É ótimo que os projetos de lei estejam sendo aprovados. Precisamos de uma estrutura para stablecoins.”
Mudança na avaliação de bancos
O Fed anunciou que não considerará mais o “risco reputacional” relacionado a criptomoedas ao avaliar instituições bancárias. “Os bancos decidem quem são seus clientes… desde que protejam a segurança e a solidez”, disse Powell.
Desbancarização: combate a exclusão financeira cripto
Ao longo de 2024, o Fed detectou fenômenos de desbancarização — ou seja, exclusão de indivíduos e empresas do sistema tradicional por causa de envolvimento com criptos. Powell afirmou que esse é um problema sério, especialmente nos últimos dois anos.
Por que esse apoio é tão significativo?

1. Reconhecimento institucional
Ter apoio do presidente do Fed representa uma mudança de patamar, afastando temores institucionais, fortalecendo segurança jurídica e atraindo investidores tradicionais.
2. Catalisador para adoção de cripto nos bancos
Declarações também chegam em sequência à notícia de que o JP Morgan, com Jamie Dimon (outro cético de cripto), passou a permitir compra de Bitcoin em conta — indicando que a criptoeconomia chegou ao mainstream dos serviços bancários.
3. Precedente para regulamentação global
Os EUA seguem exemplo de países irmãos que já regulamentam ativos digitais. O apoio do Fed pode influenciar outras nações a adotarem modelos semelhantes.
Lei GENIUS e sua relevância prática
Objetivos principais
- Estabelecer requisitos de capital mínimo
- Exigir auditoria e transparência
- Determinar regras para peg e resgate
Impactos esperados
- Maior confiança para emissores
- Ampliação de serviços institucionais
- Redução de riscos operacionais
Lei CLARITY: organização do mercado cripto
Principais pontos da proposta
- Definição de ativos e tokens
- Regulamentação para exchanges e intermediadores
- Supervisão ágil por órgãos federais
Benefícios previstos
- Segurança jurídica para startups
- Menor risco de litígios para investidores
- Estímulo a inovação com proteção regulatória
Cripto e o “risco reputacional” flexibilizado
O que significa isso?
Historicamente, bancos evitavam servir clientes cripto por medo de imagem negativa. A mudança afirma que bancos podem prestar conta a esses clientes, contanto que sigam normas prudenciais.
O que muda na prática
Instituições financeiras poderão abrir contas, oferecer serviços e custodiar criptoativos — ampliando acesso para empresas e pessoas físicas.
JPMorgan e o acesso ao Bitcoin

Jamie Dimon dá o “azul”
O CEO do JPMorgan declarou que os clientes agora podem comprar Bitcoin com sua conta bancária — um marco dado seu histórico de ceticismo em relação às criptos.
Repercussão para o consumidor final
- Facilitação de acesso ao BTC
- Consolidação da criptomoeda como classe de ativos
- Potencial aumento no volume de investimento institucional
Policy shift: de “arriscado” para “permitido com prudência”
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Comparação de abordagem
| Antes | Agora |
|---|---|
| Cripto = falcatrua | Cripto = nova classe de ativos regulada |
| Bancos evitam clientes | Bancos podem atender, com normas |
| Risco reputacional = tabu | Risco reputacional = irrelevante |
Essa transição demonstra a efetiva evolução na compreensão institucional sobre o tema.
Visão sobre CBDC e futuro digital monetário
Fed monitora CBDC
Embora Powell não tenha feito pronunciamento definitivo, o Fed estuda a possibilidade de Moeda Digital de Banco Central (CBDC). O apoio à legislação cripto sinaliza que tais iniciativas haveriam de conviver com stablecoins privadas supervisionadas.
Interoperabilidade possível
Uma estrutura estável para stablecoins pode camadas servir como pilha de pagamentos rápida junto a uma futura CBDC.
Críticas e desafios ainda pendentes
Exposição ao risco sistêmico
Stablecoins sem lastro sólido representam risco idêntico ao de bancos falindo ou corrompendo, como crises em TerraUSD em 2022 mostraram.
Quem vai fiscalizar?
Definir responsabilidades e supervisionar, entre Fed, SEC e CFTC, ainda é debatido. Coordenação jurisdicional é essencial.
Inclusão real?
Embora aberta a bancos, a regulamentação também precisa fomentar startups e fintechs, evitando concentração excessiva ou barreiras de entrada.
O que esperar nos próximos meses
Câmara deliberará em breve
Após aprovação no Senado, ambas as leis precisam passar por votação na Câmara antes de seguir para sanção presidencial.
Sanção ou veto?
Caso sancionadas por Trump, as leis podem entrar em vigor ainda em 2025. Uma rejeição, porém, atrasaria a aplicação por anos.
Reação do mercado
Adesão institucional tende a aumentar exposição de fundos, corretoras e bancos ao cripto, elevando volumes e reduzindo spreads de negociação.
Conclusão: um ponto de inflexão no mercado global
O apoio público de Powell amplia a credibilidade do setor cripto e pode acelerar a entrada das criptomoedas no sistema financeiro tradicional. Com leis estruturadas, alto potencial para inovação, serviços bancários e proteção ao investidor.
Ainda existem desafios de supervisão, riscos sistêmicos e vigilância regulatória, mas o ponto de partida já foi dado.
