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FGTS poderá ser usado como garantia no consignado CLT a partir de maio

Governo vai permitir uso do FGTS como garantia no consignado CLT. Entenda regras, juros e quem pode contratar.'

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
FGTS digital

O governo federal prepara uma mudança importante no crédito para trabalhadores com carteira assinada. A partir de maio de 2026, será possível utilizar parte do saldo do FGTS como garantia em empréstimos consignados.

A medida faz parte do programa conhecido como Crédito do Trabalhador e tem como principal objetivo reduzir as taxas de juros para quem busca crédito no mercado.

Segundo técnicos envolvidos na proposta, a nova regra deve entrar em vigor por volta de 20 de maio.

Leia mais:

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O que muda na prática para o trabalhador

A principal novidade está no aumento do percentual do FGTS que pode ser usado como garantia.

Novo limite de uso do FGTS

Com a mudança, o trabalhador poderá oferecer:

  • Até 20% do saldo disponível na conta do FGTS
  • 100% da multa rescisória de 40% em caso de demissão sem justa causa

Hoje, a legislação já prevê o uso de até 10% do saldo, mas a medida nunca foi plenamente aplicada por limitações técnicas no sistema.

Agora, com a integração digital via plataformas federais, essa operação deve finalmente sair do papel.

Como funciona o crédito consignado CLT

O consignado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente do salário.

No caso do trabalhador do setor privado, a contratação ocorre por meio da Carteira de Trabalho Digital.

Principais características

  • Desconto automático em folha de pagamento
  • Juros mais baixos que outras modalidades
  • Possibilidade de comparar ofertas entre bancos
  • Liberação sem necessidade de convênio entre empresa e banco

Esse modelo amplia o acesso ao crédito, especialmente para trabalhadores que antes tinham dificuldade em conseguir empréstimos mais baratos.

Por que usar o FGTS reduz os juros

O uso do FGTS como garantia diminui o risco da operação para os bancos.

Menor risco, menor taxa

Quando há garantia envolvida, o banco tem mais segurança de que receberá o valor emprestado.

Com isso:

  • As taxas de juros tendem a cair
  • O crédito fica mais acessível
  • O trabalhador paga menos ao longo do tempo

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a taxa média atual do consignado CLT gira em torno de 3,66% ao mês — já inferior a modalidades como:

Com a nova medida, a expectativa é de redução ainda maior.

Objetivo do governo: substituir dívidas caras

A proposta tem um foco claro: incentivar a troca de dívidas mais caras por crédito mais barato.

Dívidas que podem ser substituídas

  • Crédito rotativo do cartão
  • Carnês de financiamento
  • Empréstimos pessoais com juros elevados
  • Cheque especial

Na prática, o trabalhador pode usar o consignado com FGTS para quitar dívidas antigas e reduzir o custo total.

Quem pode usar o FGTS no consignado

A medida é voltada para trabalhadores com carteira assinada, sob regime da CLT.

Atualmente, o Brasil tem mais de 47 milhões de trabalhadores formais.

Expectativa de alcance

O governo estima que, em até quatro anos, cerca de 25 milhões de pessoas possam acessar o Crédito do Trabalhador.

Isso representa uma expansão significativa do crédito no país.

Como contratar o empréstimo

A contratação será feita exclusivamente por meio de plataformas digitais do governo.

Passo a passo básico

  1. Acessar a Carteira de Trabalho Digital
  2. Solicitar propostas de crédito
  3. Comparar taxas entre bancos
  4. Escolher a melhor oferta
  5. Autorizar o uso do FGTS como garantia

Esse modelo aumenta a transparência e permite ao trabalhador escolher a opção mais vantajosa.

O que muda para os bancos

Para as instituições financeiras, a medida reduz um dos principais riscos: a inadimplência.

Novo cenário para o setor

Com garantia do FGTS:

  • Há maior segurança nas operações
  • A tendência é de aumento na concessão de crédito
  • Pode haver maior concorrência entre bancos

No entanto, os bancos ainda aguardam a regulamentação completa para ajustar seus sistemas.

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Outras mudanças previstas no consignado

Além do uso do FGTS, o governo prepara novas melhorias no sistema.

Portabilidade em caso de demissão

Uma das novidades previstas para junho é a possibilidade de transferir automaticamente a dívida para o novo emprego.

Hoje, a demissão é um dos principais fatores de risco para os bancos.

Integração com o INSS

Também está em estudo a criação de uma plataforma única para o consignado de aposentados, por meio do Meu INSS.

Isso permitiria:

  • Comparar ofertas de crédito
  • Escolher o banco com menor taxa
  • Contratar diretamente pelo aplicativo

Cuidados antes de contratar

Apesar das vantagens, o trabalhador deve ter atenção antes de contratar o crédito.

Pontos importantes

  • Avaliar a real necessidade do empréstimo
  • Comparar taxas entre bancos
  • Verificar o impacto no orçamento mensal
  • Evitar comprometer toda a margem salarial

O consignado pode ser uma solução, mas exige planejamento financeiro.

Exemplo prático

Imagine um trabalhador com R$ 10 mil no FGTS.

Com a nova regra, ele poderá usar até R$ 2 mil como garantia.

Isso pode resultar em:

  • Taxa de juros menor
  • Parcelas mais acessíveis
  • Economia significativa no total pago

Se esse crédito for usado para quitar dívidas com juros mais altos, o benefício financeiro pode ser relevante.

Considerações finais

A liberação do uso do FGTS como garantia no consignado CLT representa uma mudança importante no mercado de crédito brasileiro.

A medida tem potencial para reduzir juros, ampliar o acesso ao crédito e ajudar milhões de trabalhadores a reorganizar suas finanças.

No entanto, o sucesso da iniciativa dependerá da implementação eficiente dos sistemas e do uso consciente por parte dos trabalhadores.

Em um cenário de alto endividamento, o crédito mais barato pode ser uma ferramenta útil — desde que utilizado com planejamento e responsabilidade.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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