Com o nome de Mycon, uma nova fintech brasileira está entrando oficialmente no mercado de consórcios usando inteligência artificial para oferecer as soluções pela internet. A startup foi criada em maio de 2018 pelos irmãos Marcio e Marcelo Kogut e estava operando em fase de testes. Agora já conta com site e aplicativo para Android e IOS.

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Fintech usa Inteligência artificial para conseguir consórcios online mais baratos

A empresa tem um site para a solicitação de consórcios, onde as pessoas podem conversar com um chatbot, usando texto e áudios. O “robô” da Mycon faz recomendações e viabiliza a contratação. O chatbot não indica, por exemplo, que o usuário comprometa mais do que 30% com a sua renda ao contratar um consórcio. A inteligência artificial pode nem mesmo recomendar a aquisição de um consórcio. “A recomendação vai depender da análise dos objetivos e do comprometimento da renda de cada interessado. Tudo isso de maneira rápida, simples e sem intermediários”, dizem os criadores.

O serviço pode ser usado para comprar imóveis novos ou usados, em qualquer lugar do Brasil, além de realizar reformas e construções, quitar financiamentos bancários, comprar automóveis e motos de qualquer marca ou modelo ou realizar serviços, como por exemplo cirurgia plástica, estudos, viagens e festas de casamento.

Confira as taxas oferecidas para consórcios pela startup:

  • Imóvel: a partir de 0,08% ao mês (plano de 120 meses);
  • Automóvel: 0,12% ao mês (plano de 84 meses);
  • Motocicleta: 0,22% ao mês (no plano de 42 meses);
  • Serviços: de 48 meses, a taxa é de 0,21% ao mês.

Os fundadores investiram R$ 10 milhões para criar a plataforma digital. A meta para os próximos três anos é chegar a R$ 3 bilhões em créditos vendidos. Marcelo afirma que o aplicativo foi criado para oferecer uma solução para a política de concessão de crédito dos bancos, que geralmente dificulta o acesso dos brasileiros ao crédito. “A taxa que o Mycon cobra em dez anos é quase a taxa que alguns bancos cobram ao mês”, afirma.

O site da startup ainda diz:

“Faz o banco chorar. Para comprar o que deseja você precisa ser contemplado por sorteio ou dar lance, mas faça as contas”. Eles explicam que o dinheiro investido é do cliente, não sendo de passe da empresa “A Lei 11.795 do Consórcio garante que o dinheiro é 100% SEU, não do Mycon. O Mycon é quase como um Síndico… Só Administra o dinheiro do Grupo, mas não pode mexer nele“.

O segmento de consórcrios é monitorado pela ABAC (Associação das Administradora de Consórcios) e fiscalizado pelo Banco Central, trazendo segurança e transparência para os consumidores.

As contemplações dos consórcios ocorrem nas assembleias mensais, com sorteios realizados pela loteria federal. A retirada do crédito pode ser feita por sorteio, do qual participam todos, em iguais condições, e por lance, que é um percentual que o cliente pode ofertar para aumentar as chances de contemplação. O lance vencedor pode ser pago com seu próprio recurso financeiro ou utilizando parte do crédito do consórcio. Após análise de documentações e aprovação, o crédito é liberado.

Inovações

Entre as inovações do Mycon, está a blockchain para segurança dos dados e a inteligência artificial, usada no chatbot que atende os usuários. A startup pertence à empresa COIMEX, que está há mais de quatro décadas no Brasil e já entregou, por consórcios, 122.789 bens. A Mycon faz parte de um dos maiores grupos empresariais do país, que atua em diversas áreas com mais de 70 anos de existência.

Além de ser concorrência para bancos, a Mycon também deve enfrentar outras startups, como a Igglu ou a CarroParaTodos, que permitem planejar quando você será contemplado.
Segundo a versão de 2019 do Global Startup Ecosystem Report (GSER), estudo sobre startups feito pelo Startup Genome, o ecossistema de fintechs de São Paulo é avaliado em 5,1 bilhões de dólares. Segundo um levantamento do BID, em 2017, 60% das fintechs dedicavam-se a serviços de pagamento e empréstimo.

Como funcionam os consórcios no Brasil

Para quem não conhece essa modalidade, o consórcio é a união de pessoas (físicas ou jurídicas) que contribuem todo mês (ou conforme estabelecido no contrato) para a formação de uma poupança comum.

Esse dinheiro do grupo é usado para adquirir os bens, que são fornecidos aos participantes conforme um sorteio ou de acordo com os lances que cada um deu. Essa modalidade existe no Brasil desde 1962 e atualmente já são mais de 7 milhões de consorciados no país. A partir dos anos 1990, alguns países da Europa passaram a também utilizar os consórcios.

Segundo a ABAC, 75% das pessoas que fazem consórcio no Brasil utilizam esse meio para adquirir um imóvel. É importante lembrar que os consórcios não são considerados investimento. Para que o dinheiro cresça ao longo do tempo, o mais adequado são CDBs, Tesouro Direto e demais aplicação disponibilizadas por corretoras de valores.

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Sobre o Autor

Eduardo Mendes

Cofundador

Sou um entusiasta da tecnologia, que também aprecia inovação, empreendedorismo, além de Fintechs e as suas facilidades. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. CoFundador do site Seu Crédito Digital.

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