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Fintech usa Inteligência artificial para conseguir consórcios online mais baratos

Uma nova fintech entra no mercado de consórcios usando inteligência artificial para oferecer consórcios online mais baratos. Confira.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
Fintech usa Inteligência artificial para conseguir consórcios online mais baratos

Com o nome de Mycon, uma nova fintech brasileira está entrando oficialmente no mercado de consórcios usando inteligência artificial para oferecer as soluções pela internet. A startup foi criada em maio de 2018 pelos irmãos Marcio e Marcelo Kogut e estava operando em fase de testes. Agora já conta com site e aplicativo para Android e IOS.

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Fintech usa Inteligência artificial para conseguir consórcios online mais baratos

A empresa tem um site para a solicitação de consórcios, onde as pessoas podem conversar com um chatbot, usando texto e áudios. O “robô” da Mycon faz recomendações e viabiliza a contratação. O chatbot não indica, por exemplo, que o usuário comprometa mais do que 30% com a sua renda ao contratar um consórcio. A inteligência artificial pode nem mesmo recomendar a aquisição de um consórcio. “A recomendação vai depender da análise dos objetivos e do comprometimento da renda de cada interessado. Tudo isso de maneira rápida, simples e sem intermediários”, dizem os criadores.

O serviço pode ser usado para comprar imóveis novos ou usados, em qualquer lugar do Brasil, além de realizar reformas e construções, quitar financiamentos bancários, comprar automóveis e motos de qualquer marca ou modelo ou realizar serviços, como por exemplo cirurgia plástica, estudos, viagens e festas de casamento.

Confira as taxas oferecidas para consórcios pela startup:

  • Imóvel: a partir de 0,08% ao mês (plano de 120 meses);
  • Automóvel: 0,12% ao mês (plano de 84 meses);
  • Motocicleta: 0,22% ao mês (no plano de 42 meses);
  • Serviços: de 48 meses, a taxa é de 0,21% ao mês.

Os fundadores investiram R$ 10 milhões para criar a plataforma digital. A meta para os próximos três anos é chegar a R$ 3 bilhões em créditos vendidos. Marcelo afirma que o aplicativo foi criado para oferecer uma solução para a política de concessão de crédito dos bancos, que geralmente dificulta o acesso dos brasileiros ao crédito. “A taxa que o Mycon cobra em dez anos é quase a taxa que alguns bancos cobram ao mês”, afirma.

O site da startup ainda diz:

“Faz o banco chorar. Para comprar o que deseja você precisa ser contemplado por sorteio ou dar lance, mas faça as contas”. Eles explicam que o dinheiro investido é do cliente, não sendo de passe da empresa “A Lei 11.795 do Consórcio garante que o dinheiro é 100% SEU, não do Mycon. O Mycon é quase como um Síndico… Só Administra o dinheiro do Grupo, mas não pode mexer nele“.

O segmento de consórcrios é monitorado pela ABAC (Associação das Administradora de Consórcios) e fiscalizado pelo Banco Central, trazendo segurança e transparência para os consumidores.

As contemplações dos consórcios ocorrem nas assembleias mensais, com sorteios realizados pela loteria federal. A retirada do crédito pode ser feita por sorteio, do qual participam todos, em iguais condições, e por lance, que é um percentual que o cliente pode ofertar para aumentar as chances de contemplação. O lance vencedor pode ser pago com seu próprio recurso financeiro ou utilizando parte do crédito do consórcio. Após análise de documentações e aprovação, o crédito é liberado.

Inovações

Entre as inovações do Mycon, está a blockchain para segurança dos dados e a inteligência artificial, usada no chatbot que atende os usuários. A startup pertence à empresa COIMEX, que está há mais de quatro décadas no Brasil e já entregou, por consórcios, 122.789 bens. A Mycon faz parte de um dos maiores grupos empresariais do país, que atua em diversas áreas com mais de 70 anos de existência.

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Além de ser concorrência para bancos, a Mycon também deve enfrentar outras startups, como a Igglu ou a CarroParaTodos, que permitem planejar quando você será contemplado.
Segundo a versão de 2019 do Global Startup Ecosystem Report (GSER), estudo sobre startups feito pelo Startup Genome, o ecossistema de fintechs de São Paulo é avaliado em 5,1 bilhões de dólares. Segundo um levantamento do BID, em 2017, 60% das fintechs dedicavam-se a serviços de pagamento e empréstimo.

Como funcionam os consórcios no Brasil

Para quem não conhece essa modalidade, o consórcio é a união de pessoas (físicas ou jurídicas) que contribuem todo mês (ou conforme estabelecido no contrato) para a formação de uma poupança comum.

Esse dinheiro do grupo é usado para adquirir os bens, que são fornecidos aos participantes conforme um sorteio ou de acordo com os lances que cada um deu. Essa modalidade existe no Brasil desde 1962 e atualmente já são mais de 7 milhões de consorciados no país. A partir dos anos 1990, alguns países da Europa passaram a também utilizar os consórcios.

Segundo a ABAC, 75% das pessoas que fazem consórcio no Brasil utilizam esse meio para adquirir um imóvel. É importante lembrar que os consórcios não são considerados investimento. Para que o dinheiro cresça ao longo do tempo, o mais adequado são CDBs, Tesouro Direto e demais aplicação disponibilizadas por corretoras de valores.

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Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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