Algumas partidas de futebol da série A e B do Campeonato Brasileiro de 2022, além de outros confrontos realizados neste ano, estão sendo investigadas pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), sob alegação de fraude. A ação foi batizada de Operação Penalidade Máxima.
Fraude no futebol: como funcionava o esquema que envolve diversos jogadores brasileiros?
Esquema de fraude tornou réu alguns jogadores de futebol de times da série A e B do Campeonato Brasileiro. Entenda!
Conforme o g1, até o momento, já foram realizadas buscas e apreensão nas casas dos envolvidos. As investigações foram iniciadas em dezembro do ano passado. Tudo começou quando Romário, volante do Vila Nova-GO, aceitou dinheiro para cometer um pênalti em um jogo, pela série B.
A operação investiga outros casos em que os jogadores aceitaram quantias consideráveis para agir de certa forma nas partidas de futebol. Ainda, segundo o g1, trata-se de uma quadrilha que manipula os resultados dos confrontos entre os times. Os clubes e casas de apostas são apenas vítimas da situação.
Esquema de fraude no futebol
Com base nas informações divulgadas pelo MP-GO, os criminosos ofereciam valores, que podiam variar entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, para que os jogadores manipulassem o resultado dos jogos de futebol. Os lances que os atletas precisavam cometer iam desde cartão amarelo até atuar para que o próprio time fosse derrotado.
Assim, com o final da partida já programado, os envolvidos passavam a apostar grandes valores nos resultados em casas de apostas. Como previsto, os lucros eram bastante expressivos.
Jogadores envolvidos
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Entre jogadores de futebol e apostadores, 16 pessoas foram consideradas réus pela Justiça. De acordo com o MP de Goiás, mais de 23 tipos de crimes foram cometidos durante a duração do esquema fraudulento.
Entre os réus, 7 são jogadores de times de futebol como Santos, Sport, Chapecoense, Sergipe e Náutico. O restante fazia parte da quadrilha que cooptava os jogadores e fazia as apostas relacionadas aos resultados dos jogos. O MP-GO solicita a condenação dos criminosos e ainda pede o ressarcimento de R$ 2 milhões aos cofres públicos em decorrência de danos morais.
Imagem: Veronica Louro / Shutterstock.com
