No ano passado, as fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Nos 8 primeiros meses de 2022, mais de 20 mil benefícios previdenciários que estavam desativados foram retomados por meio de processos ilícitos por criminosos.
A fraude em questão acontece quando um auxílio que já deixou de ser pago devidamente é retomado e destinado aos golpistas. Para isso, dados pessoais dos contribuintes são acessados no sistema da autarquia.
O maior número de pessoas afetadas foram aquelas que tiveram os benefícios do INSS concedidos antes de 2010. Isso porque não era necessário um vínculo entre a conta corrente e o CPF do beneficiário. Assim, qualquer um poderia receber as quantias.
As informações foram obtidas pela GloboNews com exclusividade.
Fraudes no INSS
A ação fez com que fossem bloqueados cerca de R$ 1,5 milhão em pagamentos indevidos. Além disso, uma investigação da Polícia Federal bloqueou mais R$ 480 milhão. Ou seja, ao todo, foram R$ 1 bilhão em benefícios concedidos de forma indevida.
A elevada quantia, além do grande número de pessoas afetadas, também se explica porque se tratavam de auxílios com o valor elevado. Os benefícios de menor valor foram reativados por último, uma tática dos criminosos para não chamar a atenção.
Falta de segurança no sistema do INSS
De acordo com fontes da reportagem, o sistema do INSS não conta com ferramentas como dupla verificação para o acesso e ainda apresenta alguns problemas com a troca de senhas. Dessa forma, há uma falta de segurança nesse sentido.
Os primeiros casos de fraudes relacionadas à reativação indevida de benefícios foram registrados em 2019. Como os números eram bastante altos, uma investigação interna foi instaurada. Hoje, é considerado que uma das principais formas de violação do sistema acontece em decorrência da falta de criptografia.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
