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CNH do Brasil ganha consulta de pedágios free flow; veja como funciona

Motoristas já podem consultar passagens no free flow pelo app CNH do Brasil. Veja como funciona, como pagar e evitar problemas.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
CNH do Brasil ganha consulta de pedágios free flow; veja como funciona

Motoristas brasileiros ganharam uma nova ferramenta para acompanhar as cobranças de pedágios eletrônicos. A partir desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, o aplicativo CNH do Brasil passou a disponibilizar a consulta de passagens realizadas pelo sistema free flow.

A novidade permite verificar registros feitos em rodovias federais e estaduais que utilizam o modelo, identificar a concessionária responsável pela cobrança e encontrar o canal indicado para efetuar o pagamento. Segundo o Ministério dos Transportes, a ferramenta foi disponibilizada depois de uma etapa de testes, homologação e integração entre os sistemas envolvidos.

Atualmente, 14 concessionárias possuem sistemas free flow em operação e homologados junto à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e aos demais órgãos responsáveis.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O que muda para quem usa o free flow?

A principal mudança está na facilidade para localizar uma cobrança. Antes, o motorista que passava por um pórtico sem utilizar uma tag precisava identificar posteriormente qual concessionária administrava aquele trecho para descobrir como pagar.

Com a integração ao aplicativo CNH do Brasil, essas informações passam a ser centralizadas. O usuário poderá consultar as passagens registradas e obter a indicação da empresa responsável e do canal oficial de pagamento.

A medida é especialmente relevante para quem viaja por diferentes estados, já que o sistema pode estar presente em rodovias administradas por concessionárias distintas.

O motorista precisa parar no pedágio?

Não. Essa é justamente uma das características do free flow.

Em vez de praças tradicionais com cabines e cancelas, o sistema utiliza pórticos instalados ao longo da rodovia. Quando o veículo passa pelo equipamento, a operação é registrada eletronicamente.

A identificação pode ocorrer por meio de uma tag instalada no veículo ou pela leitura da placa. Dessa maneira, o motorista não precisa reduzir a velocidade para realizar o pagamento no momento da passagem.

Como funciona a cobrança do free flow?

O modelo substitui a necessidade de parar em uma praça física de pedágio. A tarifa é registrada de maneira eletrônica e as regras de cobrança dependem do contrato e do trecho administrado pela concessionária.

Em determinados segmentos, o valor pode considerar a distância efetivamente percorrida pelo usuário. Na BR-116/SP-RJ, por exemplo, a ANTT informa que a tarifa do trecho com free flow é calculada com base na distância percorrida.

Isso significa que não existe uma única regra de preço para todas as rodovias brasileiras. O motorista precisa observar as condições específicas da concessão.

Como consultar uma passagem pelo aplicativo CNH do Brasil?

A nova funcionalidade foi incorporada ao aplicativo oficial CNH do Brasil, plataforma que anteriormente era conhecida como Carteira Digital de Trânsito. O Ministério dos Transportes informa que a plataforma passou a concentrar os serviços digitais relacionados à habilitação.

Depois de acessar o aplicativo, o motorista deve procurar a área destinada à consulta do free flow. A ferramenta apresenta as passagens identificadas e permite verificar informações relacionadas à cobrança.

A partir desses dados, o usuário consegue descobrir qual concessionária registrou a passagem e qual canal deve ser utilizado para quitar o valor.

A consulta é particularmente útil para quem não possui uma tag ou para motoristas que utilizam veículos alugados, emprestados ou que circulam eventualmente por rodovias com cobrança eletrônica.

O que acontece se o motorista não pagar o pedágio?

O fato de o veículo passar livremente pelo pórtico não significa que a cobrança deixou de existir.

A ANTT esclarece que o pedágio continua obrigatório. A passagem pelo pórtico gera o registro da tarifa, que precisa ser paga de acordo com as regras do trecho.

Por isso, o motorista deve consultar regularmente as passagens quando utilizar rodovias com free flow, principalmente se não possuir uma tag vinculada ao veículo.

A nova ferramenta do aplicativo pode ajudar justamente a evitar que uma cobrança fique esquecida por falta de informação sobre onde pagar.

Passar pelo pórtico gera multa automaticamente?

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Não se deve confundir a cobrança da tarifa com eventual penalidade de trânsito.

O motorista continua obrigado a pagar o pedágio, mas as regras relacionadas a multas e às consequências do não pagamento dependem da regulamentação aplicável ao sistema e das medidas adotadas pelos órgãos competentes.

A própria ANTT esclarece que alterações regulatórias envolvendo penalidades não significam o fim da cobrança do pedágio.

Free flow está crescendo nas rodovias brasileiras

A expansão do sistema ocorre gradualmente. Nas rodovias federais concedidas, a ANTT vem acompanhando a implantação dos pórticos e a adaptação das concessões ao novo modelo de cobrança.

A lista de sistemas homologados pela Senatran mostra que novas operações continuam sendo incorporadas. Em agosto de 2026, por exemplo, foram homologados sistemas em diferentes concessões, incluindo trechos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso e outros estados.

Isso indica que o motorista tende a encontrar o free flow com mais frequência nas viagens rodoviárias, tornando importante entender como acompanhar e pagar as tarifas.

O que o motorista deve fazer para evitar cobranças esquecidas?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A principal recomendação é não presumir que a ausência de uma praça de pedágio significa ausência de cobrança.

Quem trafega por rodovias com free flow deve manter seus dados atualizados, acompanhar as passagens registradas e utilizar apenas os canais oficiais indicados pela concessionária ou pelo aplicativo.

A consulta centralizada no CNH do Brasil representa um avanço justamente porque reduz a necessidade de descobrir individualmente qual empresa administra cada trecho.

Para quem viaja com frequência, especialmente por diferentes estados, a ferramenta também pode facilitar o controle das despesas com pedágio e diminuir o risco de deixar uma tarifa pendente.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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