A doação de órgãos é um assunto complexo. Primeiro porque a decisão depende da pessoa doadora ou de seus familiares, em caso de morte.
Funcionária é demitida após fazer doação de rim para chefe
Após ter a iniciativa de doar um rim para sua patroa, mulher foi demitida. Fato traz alerta sobre a doação de órgãos. Entenda!
Segundo porque para se tornar efetiva tem que passar por um processo que depende de muitos fatores, como equipe e hospitais qualificados. Tanto para manter os corpos e órgãos em condições adequadas para a doação quanto para efetuar as cirurgias.
No entanto, independente desses fatores, o ato de querer ser doador de órgãos é algo que precisa ser incentivado. E quando acontece, o sentimento de gratidão de todos os envolvidos neste processo costuma estar presente.
Porém, não foi isso que aconteceu com uma mulher de 47 anos, nos Estados Unidos, que decidiu doar um de seus rins para a sua patroa de 67 anos.
A gratidão virou demissão: entenda o caso
Debbie Stevens decidiu doar um de seus rins para sua patroa Jackie Brucia. Mas o ato generoso trouxe prejuízos à doadora, já que após a cirurgia de retirada do órgão, Debbie foi demitida do trabalho.
Após a operação ela foi avisada pelos médicos que seu rim não era compatível com o da patroa, por isso, a doação não podia ser realizada.
Mas o caso teve uma solução, pois o rim doado por Debbie foi para um homem, em Missouri, e a patroa recebeu outro rim doado por outra pessoa não conhecida.
Quando ainda estava em recuperação da cirurgia, Debbie foi avisada que precisava retornar ao trabalho. Como estava impossibilitada de trabalhar, a funcionária recebeu um aviso, que interpretou como demissão indireta.
Em suma, seu local de trabalho foi mudado para muito longe, e como estava se recuperando da doação do órgão, ela não podia comparecer, assim, foi demitida do emprego.
A importância da doação de órgãos
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A situação curiosa que ocorreu nos EUA serve de pretexto para o debate sobre a importância da doação de órgãos. No Brasil, a fila de espera para doação é imensa e o país não consegue alcançar as metas por diversos motivos, mas o principal é a recusa das famílias.
De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), quase 60 mil pessoas estão na fila aguardando por um órgão. Porém, no ano passado, cerca de 45% das famílias que perderam parentes por morte encefálica não autorizaram a doação.
No entanto, apesar desse percentual preocupante, o Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Imagem: TheCorgi / shutterstock.com
