O governo do Distrito Federal demitiu um funcionário que filmava as colegas de trabalho no banheiro. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do DF, quase um ano após as denúncias.
Funcionário que filmava colegas no banheiro é demitido
Funcionário público que filmava colegas de trabalho no banheiro é demitido depois de um ano. Saiba mais sobre o caso.
Rafael Oswaldo de Carvalho Arantes era agente socioeducativo na Unidade de Internação de São Sebastião, que fica em Brasília. De acordo com a denúncia feita por uma das vítimas, ele tinha instalado uma câmera escondida no banheiro.
A própria coordenação da unidade informou o acontecido à Secretaria de Justiça e Cidadania, que acionou a polícia. A investigação está a cargo da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
Funcionário que filmava colegas é demitido depois de um ano
A Secretaria de Justiça e Cidadania afastou Rafael por 60 dias ainda em fevereiro de 2022. Na mesma época, a polícia indiciou o suspeito e o acusou de registro não autorizado de intimidade sexual e perseguição.
Conhecido como “tarado do banheiro”, o funcionário filmava outras servidoras enquanto elas usavam o espaço ou tomavam banho. De acordo com as investigações, são mais de 140 vídeos, incluindo conteúdos que mostram o ex-funcionário se masturbando enquanto assistia às imagens.
A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Rafael. Os oficiais apreenderam munições, uma arma de fogo e aparelhos eletrônicos que armazenavam arquivos. O conteúdo foi para a perícia.
Além de filmar as colegas, o agente socioeducativo também foi indiciado por perseguição, já que seguiu e assediou a servidora que descobriu a câmera e fez a denúncia.
Sindicância interna
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O funcionário estava em período probatório e seu caso foi alvo de uma sindicância interna da Secretaria de Justiça e Cidadania.
De acordo com as servidoras, Rafael andava pelos pavilhões perguntando se elas não queriam tomar banho. Ele afirmava que trabalharia no lugar das vítimas para que elas pudessem ficar tranquilas.
De acordo com a decisão publicada no Diário Oficial, Rafael cometeu “incontinência pública” ou “conduta escandalosa na repartição que perturbe a ordem”, por isso perdeu o emprego.
Imagem: Reprodução/Redes sociais
