Na sexta-feira, 11 de julho, a Comissão de Negociação das Entidades Representativas dos Funcionários do Banco do Brasil se reuniu, em Brasília, para definir estratégias diante da nova rodada de negociações com a direção do banco. O tema central foi a sustentabilidade da Cassi, o plano de saúde dos funcionários da instituição.
Proposta de aumento na contribuição à Cassi é rejeitada pelos funcionários do BB
Funcionários do Banco do Brasil rejeitam proposta que eleva contribuição para a Cassi. Banco sugeriu aumento de 4% para 5,5%.
Durante o encontro com os representantes do Banco do Brasil, no período da tarde, o banco apresentou uma proposta considerada onerosa pela comissão, que rejeitou os termos apresentados ainda na mesa de negociação.

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Banco propõe aumento significativo na contribuição dos funcionários
A proposta do Banco do Brasil prevê mudanças substanciais no modelo de custeio da Cassi. A instituição sugeriu manter a lógica de divisão entre banco e funcionários em proporções próximas às atuais — 53% para o banco e 47% para os trabalhadores. No entanto, para alcançar esse novo patamar, o BB propôs elevar a contribuição mensal dos funcionários de 4% para 5,5% da remuneração.
Além desse aumento, outra sugestão foi a elevação da contribuição sobre o primeiro dependente. Atualmente, funcionários da ativa contribuem com 1% e aposentados com 2%. A proposta é que ambos passem a contribuir com 3% sobre o valor da remuneração, equiparando os percentuais.
Também foi indicado o fim dos limites por grupo familiar e por dependente, o que aumentaria ainda mais os valores pagos pelos associados à Cassi.
Comissão considera proposta insustentável
De acordo com Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Negociação, houve consenso entre todas as entidades representadas de que os termos apresentados são excessivamente onerosos para os funcionários. “O reajuste proposto impactaria severamente o orçamento das famílias dos associados. Por isso, não há condições de aceitá-lo nos termos apresentados”, afirmou.
A comissão destacou que a proposta desconsidera o atual cenário econômico dos trabalhadores do Banco do Brasil, especialmente dos aposentados, que já enfrentam defasagens salariais. Para os representantes dos funcionários, a solução para a sustentabilidade da Cassi não pode se basear exclusivamente no aumento da contribuição individual, sem considerar a inflação médica e o poder de compra dos trabalhadores.
Impacto da inflação médica e limites da remuneração
A comissão pontuou que os salários dos funcionários não acompanham o ritmo da inflação médica, o que compromete a viabilidade de reajustes com base apenas em percentuais sobre a remuneração. A alta dos custos com saúde tem pressionado o orçamento familiar de grande parte dos associados, e qualquer aumento adicional representa um peso difícil de absorver.
Diante disso, os representantes dos trabalhadores pediram que o banco avalie alternativas mais equilibradas e sustentáveis para garantir a continuidade do plano de saúde sem penalizar quem mais depende dele.
Necessidade de buscar soluções alternativas
Os representantes das entidades sindicais e associativas insistiram na necessidade de encontrar outras fontes de custeio ou modelos de equilíbrio financeiro para a Cassi que não sejam exclusivamente focados no aumento da cobrança sobre os funcionários e aposentados. Foram citadas possibilidades como revisões de contratos, ajustes na gestão administrativa da Cassi, redirecionamento de receitas e até medidas de contenção de despesas médicas com apoio em programas de prevenção e promoção da saúde.
A proposta de revisão mais ampla do modelo de financiamento, segundo os funcionários, deve levar em consideração a longevidade da população, o aumento da demanda por serviços médicos e o papel social da Cassi no cuidado integral aos beneficiários.
Nova rodada de negociação será em agosto
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Embora a proposta tenha sido rejeitada, os representantes do Banco do Brasil se comprometeram a estudar outras alternativas para o custeio da Cassi. Uma nova rodada de negociação foi agendada para o dia 13 de agosto.
A expectativa é que, até lá, o banco apresente novos cenários que contemplem a necessidade de sustentabilidade da Cassi, sem impor sacrifícios desproporcionais aos trabalhadores. As entidades representativas reforçaram que permanecem abertas ao diálogo, desde que as propostas estejam alinhadas com os princípios de equidade e viabilidade econômica para os associados.
Entenda o que está em jogo
A Cassi é uma das mais antigas caixas de assistência à saúde do país e atende milhares de funcionários da ativa, aposentados e seus dependentes. A saúde financeira da instituição tem sido debatida há anos, especialmente diante do aumento constante de custos e da necessidade de reequilíbrio atuarial.
As discussões entre o Banco do Brasil e os representantes dos funcionários buscam assegurar a continuidade do atendimento médico de qualidade, sem comprometer o equilíbrio entre as partes. A sustentabilidade do modelo atual está no centro das preocupações, e os trabalhadores têm reforçado que qualquer mudança precisa ser debatida com responsabilidade e transparência.
Próximos passos

A comissão de negociação continuará acompanhando de perto os desdobramentos das discussões com o banco. A recomendação às entidades é de mobilização e informação constante dos funcionários, aposentados e beneficiários da Cassi sobre o andamento das negociações.
Além disso, a comissão sinalizou que apresentará propostas alternativas nas próximas semanas, de forma a contribuir com a construção de um modelo mais justo de custeio do plano.
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