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Fundos imobiliários de papel vivem momento turbulento; entenda o que está acontecendo

Os fundos imobiliários já foram um dos favoritos dos investidores. Porém, atualmente, passam por um momento delicado. Saiba os motivos!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Arranha-ceús sobrepostos com gráficos de movimentação do mercado financeiro

Os fundos imobiliários são carteiras que investem no setor de imóveis. Os fundos de papel são aqueles que trabalham com títulos de renda fixa e os fundos de tijolo são os que aplicam em imóveis físicos (galpões, shopping e hotéis). 

Recentemente, vimos o valor dos fundos imobiliários de tijolo cair consideravelmente com o calote no pagamento de vários Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Foi o que aconteceu com a Gramado Park, na semana passada, que conseguiu na Justiça a suspensão dos pagamentos. 

Agora, a onda de atrasos também chegou aos fundos imobiliários de papel. Na última quarta-feira (29), vários fundos comunicaram “fato relevante” para a Comissão de Valores Mobiliários informando o atraso no pagamento de diversos CRIs. 

Fundos imobiliários têm queda de 18%

De acordo com os comunicados enviados por vários fundos imobiliários, a securitizadora Fortesec deixou de pagar as obrigações referentes aos CRIs que venceram no dia 20 de março. Assim, o valor repassado para os acionistas ficou comprometido. 

Consequentemente, o valor da cotação desses fundos sofreu forte queda na bolsa. No pior dos casos, a redução foi de 18% já na própria quarta-feira. Os fatos felevantes dos fundos imobiliários listam sete empreendimentos ligados à securitizadora que não tiveram os papéis pagos. São eles:

  • Circuito das Compras;
  • GPK;
  • Resort do Lago IV;
  • WAM Holging;
  • Búzios Beach;
  • EDA;
  • Resort do Lago Park.

O que está acontecendo?

Especialistas no mercado explicam o porquê da inadimplência e da queda dos fundos imobiliários. Eles dizem que a causa dessa situação é a desaceleração da economia, inflação, alta taxa de juros e a escassez de créditos. 

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Com a desaceleração da economia, menos empresas e pessoas querem alugar ou comprar um novo imóvel. Ao mesmo tempo, a inflação e a taxa de juros alta elevaram os preços e encareceram o crédito para a compra de imóveis. Assim, a receita das empresas do setor está caindo. 

Consequentemente, elas deixam de pagar os CRIs como uma forma de cortar gastos e se manter no mercado. Contudo, especialistas dizem que a queda da taxa básica de juros pode inverter a situação e levar a um crescimento dos fundos imobiliários. 

Imagem: Golden Dayz / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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