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Fundos imobiliários são afetados por suspensão de pagamento de CRI; entenda

Justiça gaúcha garante suspenção do pagamento de CRIs por parte da empresa emissora. Agora, fundos imobiliários vão ficar sem receber.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Arranha-ceús sobrepostos com gráficos de movimentação do mercado financeiro

Justiça gaúcha concede pedido de ação cautelar para Gramado Parks e suspende o pagamento de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) devidos pela empresa. Assim, fundos imobiliários serão afetados. 

O CRI é um instrumento de captação de recursos muito utilizado por empresas do setor imobiliário. Investidores compram esses papéis do emissor e passam a receber juros mensais por eles. No final do contrato, há a devolução da aplicação inicial. 

Com a suspensão do pagamento dos CRI da Gramado Park, a empresa não vai pagar os juros referentes aos certificados por 60 dias. Consequentemente, os fundos que têm parte desses CRIs terão uma redução na arrecadação durante o período. 

Quais fundos imobiliários foram atingidos?

O primeiro fundo de investimento a enviar fato relevante sobre o assunto para a Comissão de Valores Mobiliário (CVM) foi o Serra Verde, administrado pela Vórtx. Atualmente, das 23 operações desse fundo, 6 estão ligadas a Gramado Parks. 

Assim, o Serra Verde informou ao mercado que estava exposto à suspensão dos pagamentos do CRIs. Consequentemente, outros fundos (que são cotistas do Serra Verde) também tiveram exposição ao bloqueio autorizado pela Justiça. 

Com isso, mais três foram expostos: Hectare CE, Tordesilhas EI (que também são da Vórtx) e o Iridium (sob responsabilidade do BTG Pactual). Entretanto, o tamanho da exposição depende do número de cotas que cada um possui. 

Por exemplo, o Hectare tem 19,74% de cotas do fundo imobiliário Serra Verde e o Tordesilhas é dono de 12,10% das cotas. Já o Iridium tem apenas 2,96% dos papéis, consequentemente, é o mesmo exposto de todos os quatro. 

Motivo da decisão da Justiça

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Desde a pandemia, Gramado Park vem lutando com a diminuição das suas receitas. Recentemente, o aumento da inflação e das taxas de juros aumentaram a quantidade de quebras de contrato e dificultaram as vendas. 

De acordo com a empresa, o dinheiro para o pagamento dos CRIs (cerca de R$ 20 milhões) é necessário para manter as operações da empresa funcionando. 

Imagem: Golden Dayz/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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