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Reajuste do gás de cozinha em: saiba quanto vai custar agora

Preço do gás de cozinha sobe em Salvador a partir de quarta (10). Sindicato prevê alta de R$ 5 no botijão. ICMS também terá reajuste em 2026.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
vale-gás

O preço do gás de cozinha em Salvador vai pesar mais no bolso dos consumidores a partir desta quarta-feira (10). A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), que atribuiu o aumento ao dissídio nacional da categoria.

Na capital baiana, o valor do botijão, que atualmente varia entre R$ 125 e R$ 160, deve registrar acréscimo médio de R$ 5. Segundo o sindicato, a correção será aplicada pelas 11 distribuidoras que atuam em território nacional, sendo que quatro delas estão localizadas na Bahia.

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Impacto nas formas de compra

Gás do povo
Imagem: Marian Weyo / shutterstock.com

Em Salvador, a maior parte das vendas acontece por meio de entregas em domicílio, que correspondem a 80% do total. Apenas 20% dos consumidores optam pela retirada direta nas revendedoras. Com o reajuste, a diferença entre essas modalidades pode se tornar ainda mais relevante, já que o custo logístico é incorporado ao preço final.


ICMS também terá novo aumento em 2026

Além do reajuste imediato, os consumidores terão de lidar com um cenário de impostos mais pesados a partir de 2026. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU), a elevação do ICMS sobre combustíveis, incluindo o gás de cozinha.

Valores definidos pelo Confaz

  • Gasolina: aumento de R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,57;
  • Diesel: acréscimo de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17;
  • Gás de cozinha: aumento de R$ 1,05 por botijão.

Esse será o segundo ano consecutivo em que o ICMS sobre combustíveis sofre reajuste, o que acende um alerta sobre os reflexos em cadeia na economia.


Como os impostos afetam o preço final

Peso do ICMS no gás de cozinha

O ICMS é considerado um dos principais componentes no cálculo do preço dos combustíveis. No caso do gás de cozinha, o aumento aprovado para 2026 deve ampliar a pressão sobre os preços ao consumidor.

Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a decisão levou em conta os preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e agosto de 2025.

Reflexos em outros setores

O gás de cozinha é um insumo essencial em residências, bares, restaurantes e padarias. Com o aumento do imposto e o reajuste do dissídio, há expectativa de alta nos preços de alimentos e refeições, já que muitos estabelecimentos dependem do produto para manter suas operações.


Abandono da política de paridade da Petrobras

Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Petrobras deixou de adotar a política de paridade de importação (PPI), que vinculava os reajustes internos ao preço do petróleo e à variação do dólar.

O que mudou com a nova política

Com a mudança, os preços passaram a ser definidos com base em outros critérios, incluindo custos internos de produção, competitividade e manutenção do abastecimento nacional. Ainda assim, os reajustes continuam frequentes, já que fatores externos — como a cotação do barril de petróleo — exercem pressão indireta.

Efeitos para os consumidores

A decisão foi vista como uma tentativa de reduzir a volatilidade dos preços, mas, na prática, não eliminou os aumentos. O gás de cozinha, em especial, continua sujeito a reajustes que afetam diretamente o orçamento das famílias de baixa renda.


Situação do gás de cozinha em Salvador

Realidade atual dos preços

O consumidor baiano já convive com valores elevados em comparação a outras capitais. Com a nova alta, o preço médio do botijão pode ultrapassar os R$ 165 em alguns bairros de Salvador.

Modalidades de compra

  • Entrega em domicílio: mais prática, mas geralmente mais cara.
  • Retirada no ponto de venda: opção mais econômica, mas exige deslocamento.

Para famílias que vivem em áreas periféricas, a diferença pode significar até R$ 10 por botijão, considerando custos adicionais de transporte.


Consequências sociais do reajuste

Peso para famílias de baixa renda

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O gás de cozinha é item essencial na cesta de consumo das famílias brasileiras. Em Salvador, onde grande parte da população depende de programas sociais, a alta representa um desafio adicional para o orçamento doméstico.

Impacto na inflação

O aumento deve contribuir para a pressão inflacionária, já que o gás é considerado um preço-chave. Alterações em seu valor costumam se espalhar por toda a economia, influenciando desde o custo da alimentação até o setor de serviços.


Como se preparar para o aumento

Dicas para economizar no uso do gás

  • Planejar refeições: cozinhar em maior quantidade e armazenar em porções reduz o tempo de uso do fogão.
  • Verificar vazamentos: além de segurança, evita desperdício.
  • Manutenção do fogão: bocas entupidas aumentam o consumo.

Alternativas em discussão

Algumas famílias recorrem a fogões elétricos ou de indução, mas o custo da energia elétrica e do equipamento ainda é impeditivo para muitos consumidores.


Expectativas para o futuro

Imagem de trabalhador pegando um botijão de gás de cozinha em uma pilha de botijões
Imagem: Joa Souza/ shutterstock.com

Especialistas apontam que, mesmo com a mudança da política da Petrobras, a tendência é de novos aumentos nos próximos anos, especialmente diante da elevação do ICMS.

O cenário deve pressionar ainda mais os programas sociais, como o Auxílio Gás, criado para subsidiar parte do custo para famílias em situação de vulnerabilidade. Porém, os valores pagos pelo programa frequentemente não acompanham a velocidade dos reajustes.


Considerações finais

O reajuste anunciado pelo Sinrevgas e a elevação futura do ICMS confirmam um cenário de encarecimento contínuo do gás de cozinha em Salvador e no Brasil. O consumidor, já pressionado por inflação e desemprego, deverá adotar estratégias para reduzir o impacto no orçamento.

A medida acende um alerta social: sem políticas públicas mais robustas de compensação, a alta do gás pode se transformar em um fator de exclusão energética, dificultando o acesso de milhares de famílias a um item essencial para a sobrevivência.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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