Na última quarta-feira (14), uma das maiores empresas do setor automobilístico anunciou a possibilidade de um layoff. A iniciativa da General Motors prevê a suspensão do contrato de 1.200 funcionários, após uma queda repentina na venda de veículos.
General Motors estuda suspender contratos de 1.200 funcionários
Montadora discute a possibilidade de um layoff, com objetivo claro de recuperar espaço no mercado automotivo. Saiba mais!
A estratégia permitiria uma realocação de verba, a fim de recuperar terreno no mercado. Assim, a companhia, dona da Chevrolet, se reuniu com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos também na última sexta-feira (16) e optou por manter a proposta do layoff.
No entanto, a entidade que defende os direitos dos trabalhadores segue em busca de alternativas para contornar essa decisão. Confira agora os bastidores dessa história.
Qual é a solução para os funcionários?
Os representantes do sindicato reforçam que os trabalhadores exigem garantias de estabilidade por parte da montadora. Isto é, após o crescimento nas vendas, eles querem seu emprego de volta. Por isso, uma nova reunião está marcada para a próxima quinta-feira (22).
Ainda assim, a implementação da medida administrativa depende do sim por parte dos trabalhadores. A GM recomenda que nesse período de “inatividade”, os funcionários realizem cursos, a fim de se qualificar para novas tarefas e funções. Além disso, a empresa prevê que o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) fique encarregado de pagar parte dos salários.
Em nome da General Motors
De acordo com os representantes da fabricante, o layoff ocorre devido ao momento inconstante da GM no mercado. Embora o programa de incentivo federal tenha dado um alento, os números ainda são um tanto decepcionantes. A ideia inicial é que a suspensão ocorra a partir do dia 3 de julho.
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Por fim, Valmir Mariano, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, afirma que a montadora não tem motivos para suspender os contratos. Segundo ele, a companhia lucrou muito no último ano. O representante também reafirmou a posição da entidade em defesa ao trabalhador:
“O Sindicato intensificará a campanha em defesa dos empregos na GM de São José dos Campos e, uma vez que a empresa fala em queda nas vendas, a entidade reivindica a redução da jornada de trabalho sem redução de salários”, finalizou.
Imagem: lumen-digital/Shutterstock.com
