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Geração Z escolhe fontes alternativas de renda em vez de subir na hierarquia corporativa

A Geração Z rejeita a escada corporativa e busca flexibilidade, autonomia e múltiplas fontes de renda. Descubra como esse grupo está mudando o conceito de sucesso.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
Geração Z

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, está transformando o mercado de trabalho de maneira significativa. De acordo com uma pesquisa realizada pela Harris Poll em parceria com o Glassdoor, quase 60% dos profissionais da Geração Z já possuem bicos ou trabalhos paralelos.

Esse percentual é superior ao de outras gerações e reflete uma mudança de mentalidade sobre sucesso profissional.

Se, para as gerações anteriores, o caminho tradicional para o sucesso era subir a escada corporativa, com o objetivo de conquistar promoções e chegar a cargos de liderança, a Geração Z rejeita esse modelo.

Ao invés de buscar status ou título, eles estão mais interessados em liberdade, flexibilidade e múltiplas fontes de renda, que lhes permitam maior controle sobre seu futuro e autonomia.

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A Geração Z e a ascensão do “minimalismo de carreira”

Geração Z
Imagem: Freepik

O que é “minimalismo de carreira”?

O fenômeno denominado “minimalismo de carreira” está ganhando força entre a Geração Z. Esse conceito reflete uma abordagem mais descomplicada e menos focada em prestígio na jornada profissional.

Ao invés de subir de cargo para chegar à chefia, muitos jovens estão diversificando suas fontes de renda e evitando o estresse de ambientes corporativos altamente competitivos e frequentemente sobrecarregados.

A priorização do equilíbrio de vida e o rejeitar a pressão para escalar a hierarquia corporativa são marcas dessa geração. Para eles, o sucesso não está mais atrelado à escada corporativa tradicional, mas sim à construção de carreiras flexíveis, em que é possível explorar múltiplas oportunidades, ao mesmo tempo em que se mantém uma qualidade de vida saudável.

A pesquisa do Glassdoor: o que a Geração Z pensa sobre cargos de liderança

Uma pesquisa realizada pelo Glassdoor revelou que 68% dos profissionais da Geração Z não aceitariam cargos de gestão sem um aumento significativo de salário ou status.

Isso indica que as funções de liderança e prestígio não são mais tão atraentes para esse grupo, que prefere trabalhar de maneira sustentável e evitar o estresse associado aos altos cargos.

Esse movimento reflete uma preferência por uma carreira equilibrada, na qual o trabalho não precise dominar completamente o tempo e a energia do indivíduo.

Ao verem burnout, demissões em massa e desconfiança nas lideranças corporativas de gerações anteriores, a Geração Z prefere apostar em alternativas que proporcionem autonomia e segurança financeira.


Como a renda extra virou o novo objetivo da Geração Z

Geração Z
Imagem: Krakenimages.com / shutterstock.com

A diversificação das fontes de renda

Diferentemente das gerações anteriores, que visavam segurança e lealdade corporativa para alcançar o sucesso, a Geração Z está mais focada em construir portfólios de carreira e multiplicar suas fontes de renda.

De acordo com a pesquisa da Harris Poll, 57% dos profissionais da Geração Z possuem trabalhos paralelos, o que representa um aumento em relação aos 48% dos millennials e 31% da Geração X.

Essa mudança de mentalidade é uma resposta à falta de segurança que muitos jovens percebem em empregos tradicionais. Em vez de depender de um único salário, os jovens da Geração Z buscam freelancing, empreendimentos pessoais ou produtos digitais como forma de garantir mais controle sobre suas finanças e de não estarem presos a um único empregador.

O conceito do “9 às 5 banca o 5 às 9”

Muitos profissionais da Geração Z adotam o conceito de que o emprego fixo (das 9h às 17h) serve para financiar suas atividades empreendedoras e projetos paralelos, que ocorrem das 17h às 21h.

Esse modelo é apelidado de “9 às 5 banca o 5 às 9”, onde o trabalho tradicional financia os projetos mais criativos e pessoais, proporcionando aos jovens mais liberdade e autonomia.

O trabalho paralelo não é apenas uma fonte de renda extra, mas também uma forma de se sentir mais autêntico e realizado. Ao investir em projetos próprios, muitos jovens da Geração Z sentem que podem alcançar mais satisfação pessoal e crescimento profissional, ao mesmo tempo em que garantem uma renda estável.


O impacto da IA e da insegurança no trabalho para a Geração Z

Como a inteligência artificial (IA) afeta a segurança no emprego

A inteligência artificial (IA) tem sido um dos principais fatores que mudaram a forma como a Geração Z enxerga a segurança no emprego. De acordo com o Glassdoor, 70% dos jovens da Geração Z acreditam que a IA ameaça a segurança de seus empregos a longo prazo.

A automação de tarefas e o uso de tecnologia avançada em setores como atendimento ao cliente, criação de conteúdo e análise de dados tem gerado insegurança sobre a permanência de muitas funções no futuro.

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Essa preocupação com a substituição por IA faz com que os jovens busquem diversificar suas fontes de renda, criando uma espécie de rede de proteção financeira. A ideia é que, se um trabalho for automatizado ou se a demanda cair, eles ainda terão outras fontes de renda para garantir sua estabilidade financeira.

Carreiras-portfólio: uma nova abordagem para a carreira

A Geração Z está construindo o que economistas chamam de “carreiras-portfólio”, onde unem diferentes atividades profissionais, como emprego fixo, freelancing, consultoria e empreendimentos próprios. Essa abordagem permite flexibilidade, autonomia e segurança, já que ela não depende de uma única fonte de renda.

Com isso, ao invés de apostar todas as fichas em um único emprego, os jovens preferem ter várias frentes de atuação, garantindo maior diversificação e controle sobre seu futuro profissional.


Como a Geração Z lidera de forma diferente

O estilo de liderança da Geração Z

Quando os profissionais da Geração Z assumem cargos de gestão, eles trazem uma nova abordagem para a liderança. Pesquisas do Glassdoor revelam que 31% dos gestores da Geração Z consideram a flexibilidade de horários como uma prática padrão. Eles priorizam o bem-estar da equipe, com ambientes colaborativos, ao invés de se prender apenas a métricas de produtividade.

Esse estilo de gestão colaborativa é visto como uma alternativa ao modelo autoritário de liderança, que prevaleceu em muitas empresas tradicionais. Para a Geração Z, o sucesso no trabalho está mais relacionado a resultados concretos do que à quantidade de horas trabalhadas no escritório.


O que as outras gerações podem aprender com a Geração Z

Geração Beta
Imagem: Freepik

Lições para todas as gerações

Embora a abordagem da Geração Z seja nova, há valiosas lições que profissionais de todas as idades podem aplicar em suas carreiras. Algumas das principais lições incluem:

  • Diversificação de fontes de renda: Mesmo com um emprego fixo, ter fontes extras de renda oferece segurança financeira e liberdade criativa.
  • Integração com IA: Saber usar a inteligência artificial para aumentar a produtividade é uma vantagem competitiva.
  • Saúde mental e limites claros: Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho é fundamental para uma carreira sustentável.
  • Foco em resultados: Medir o sucesso pelo que se entrega, não pelo tempo no escritório, aumenta a satisfação e a produtividade.
  • Minimalismo de carreira: Focar em valores pessoais e não apenas em títulos ou status pode levar a um sucesso mais sustentável e realizado.

Considerações finais

A Geração Z está transformando a forma como a carreira é construída, apostando em múltiplas fontes de renda, flexibilidade e autonomia. Ao rejeitar o modelo tradicional de subir a escada corporativa, os jovens dessa geração priorizam qualidade de vida e equilíbrio, criando carreiras mais sustentáveis.

A inclusão da IA e a preocupação com a segurança no emprego estão entre os fatores que impulsionam essa mudança de mentalidade, garantindo que o futuro do trabalho será cada vez mais diverso e personalizado.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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