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Falha em veículos da GM gera ação coletiva; saiba o que acontece

GM é alvo de ação coletiva no Texas por falhas em chave inteligente. Donos alegam vulnerabilidade que facilita roubos com o método “relay attack”.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
GM

A General Motors (GM) tornou-se o centro de uma polêmica judicial nos Estados Unidos ao ser alvo de uma ação coletiva movida por consumidores no estado do Texas. O motivo: uma suposta falha no sistema de chaves inteligentes (keyless entry) presente em diversos modelos de suas marcas, como Chevrolet, GMC e Cadillac, que estaria permitindo a clonagem do sinal dessas chaves e facilitando o roubo de veículos.

Os autores da ação alegam que a GM teria negligenciado a segurança do sistema, deixando centenas de milhares de motoristas vulneráveis ao chamado relay attack — uma técnica cada vez mais comum entre ladrões de automóveis.

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Quais veículos estão envolvidos?

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Imagem: Divulgação / General Motors

Modelos populares entre 2015 e 2025 são citados na ação

Segundo o processo, a falha estaria presente em veículos fabricados entre 2015 e 2025, incluindo modelos populares nos Estados Unidos, como:

  • Chevrolet Silverado
  • GMC Sierra
  • Cadillac Escalade

Esses modelos são especialmente visados por criminosos por sua alta valorização no mercado de revenda e ampla presença nas ruas americanas.

O que é relay attack?

Como funciona a clonagem de chaves inteligentes

O relay attack, ou ataque de retransmissão, é um método sofisticado e silencioso de roubo de veículos. Ele se aproveita da tecnologia keyless entry, presente em veículos modernos, que permite ao motorista trancar, destrancar e ligar o carro apenas pela proximidade da chave eletrônica.

Equipamentos de clonagem são baratos e acessíveis

O sistema funciona por meio de sinais de rádio de curto alcance. Ao interceptar esse sinal, criminosos utilizam dispositivos de retransmissão para estendê-lo, enganando o veículo e permitindo sua abertura e partida, mesmo sem a chave original por perto.

O mais alarmante, segundo especialistas, é que os dispositivos utilizados no relay attack são baratos, facilmente adquiridos em sites de comércio eletrônico e não requerem conhecimento técnico avançado. Isso explica o aumento expressivo nos casos de roubo de SUVs em grandes centros urbanos, como São Paulo.

Ação judicial pede indenização e correções de segurança

Donos exigem compensação e atualizações tecnológicas

Os consumidores norte-americanos pedem, além de uma compensação financeira pelos riscos e prejuízos, a aplicação de medidas corretivas por parte da GM. Entre elas, atualizações de software, reforço dos sistemas de criptografia das chaves e instalação de mecanismos antifurto.

GM permanece em silêncio

Até o momento, a montadora não se pronunciou oficialmente sobre o processo judicial ou sobre possíveis correções futuras. A falta de resposta tem gerado críticas entre especialistas em segurança veicular e defensores dos consumidores.

Recall em andamento pode agravar a crise

Veículos com falhas mecânicas também estão no radar

Paralelamente à ação judicial, muitos dos modelos citados também estão sendo submetidos a um recall de grande escala devido a falhas mecânicas. Embora não haja confirmação se os mesmos veículos vendidos fora dos EUA enfrentam os mesmos problemas, o cenário aumenta a pressão sobre a montadora e pode afetar sua imagem global.

Impacto no Brasil e outros países

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Imagem: Structured Vision / shutterstock.com

Os modelos vendidos aqui também correm risco?

Ainda não está claro se os modelos afetados pela falha nos EUA foram comercializados em outros países com os mesmos sistemas vulneráveis. No Brasil, por exemplo, versões de veículos como a Silverado e o Escalade são mais raras, mas existem.

Recomendações de especialistas

Especialistas recomendam que donos de veículos equipados com keyless entry adotem medidas preventivas, como:

  • Guardar a chave em caixas de proteção contra rádio frequência (RFID)
  • Instalar rastreadores e bloqueadores de ignição
  • Manter o sistema do veículo sempre atualizado, se possível

GM e a responsabilidade com a cibersegurança automotiva

Cresce a cobrança por responsabilidade das montadoras

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Com o avanço da conectividade automotiva, cresce também a necessidade de as montadoras investirem mais em cibersegurança. Casos como o da GM apontam para uma lacuna crítica no setor: a proteção contra ataques digitais e o combate ao uso indevido de tecnologias sem fio.

Setor automotivo precisa agir rápido

Em um cenário em que carros modernos acumulam sensores, softwares e inteligência artificial, a proteção dos dados e sistemas eletrônicos se torna tão vital quanto os freios ou o cinto de segurança.

Outras marcas já enfrentaram problemas semelhantes

A GM não é a primeira montadora a enfrentar esse tipo de acusação. Marcas como Toyota, Kia e Hyundai já foram alvos de ações semelhantes nos EUA e na Europa. Em alguns casos, as empresas foram forçadas a implementar atualizações emergenciais para mitigar as falhas.

O que os motoristas podem fazer para se proteger?

Medidas práticas para evitar o relay attack

Abaixo estão algumas orientações práticas que podem reduzir os riscos:

  1. Use bolsas ou caixas anti-RFID: Elas bloqueiam sinais de rádio e impedem que o sinal da chave seja interceptado enquanto você está em casa.
  2. Desative o sistema keyless: Em alguns modelos, é possível desligar a função via software ou menu do carro.
  3. Mantenha atualizações em dia: Verifique regularmente se há atualizações de firmware ou segurança oferecidas pela montadora.
  4. Use bloqueadores físicos no volante ou pedal: Medidas antigas, como travas mecânicas, ainda são eficazes.
  5. Instale rastreadores e alarmes com sensores adicionais: Isso pode desencorajar a ação de criminosos e facilitar a recuperação do veículo.

Segurança digital será o novo recall automotivo?

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Imagem: tawatchai07/Freepik

Falhas digitais devem ser tratadas com urgência

A ação coletiva contra a GM reforça um alerta importante: falhas digitais, muitas vezes invisíveis ao consumidor, podem ter consequências tão graves quanto falhas estruturais.

Se antes o foco dos recalls eram problemas com freios, airbags e motores, agora a batalha pela segurança se estende ao mundo dos sinais digitais e conexões sem fio. A indústria automobilística precisará, mais do que nunca, considerar os riscos cibernéticos como uma questão de segurança pública.

Conclusão

O caso envolvendo a General Motors expõe uma preocupação crescente no setor automotivo: a vulnerabilidade de sistemas digitais que, embora tragam conveniência, também podem abrir brechas para crimes sofisticados. A ação coletiva no Texas acende um alerta não apenas para a montadora, mas para toda a indústria, que precisa investir mais em segurança cibernética. Enquanto isso, motoristas devem adotar medidas preventivas para proteger seus veículos e ficar atentos às possíveis atualizações e recalls. A era dos carros conectados exige um novo nível de responsabilidade — tanto das empresas quanto dos consumidores.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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