As companhias aéreas Gol e Azul estão preocupando investidores com os novos resultados. As empresas registraram queda nas ações desde o início de fevereiro até a última sexta-feira (17), com a Azul caindo 34% e a Gol 22,5%.
GOL e Azul preocupam investidores; saiba o motivo
Os resultados das ações da Gol e Azul, aliados à realidade econômica global, têm gerado preocupações entre os investidores do setor aéreo.
Contudo, não é apenas a queda nas ações que gera preocupação nos investidores, mas a falta de esperança em um futuro próximo devido à atual situação econômica global.
Ações da Gol e Azul
Nesta sexta-feira (17), as ações da Azul atingiram o menor valor histórico, com R$ 7,79. Antes do início da pandemia, em 2020, a AZUL4 chegou a custar R$ 62,41.
Já as ações da Gol fecharam nesta sexta-feira (17) com R$ 5,93. Com a pandemia, o valor caiu de R$ 33,82 para R$ 5,60. Dessa forma, as ações da Gol e Azul tiveram uma queda até esta semana de 94% e 87,5%, respectivamente.
Aumento no combustível
Uma das realidades que atrapalham o setor aéreo é o aumento no preço do querosene. No início de fevereiro, a Petrobras anunciou o aumento de 17% no valor do combustível.
O custo reflete automaticamente nas contas de companhias aéreas como a Gol e Azul, já que o combustível é responsável por 40% dos custos da operação.
Dívidas das companhias
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Outro problema que afeta o balanço financeiro das empresas Gol e Azul são as dívidas da companhia. A Azul informou que está negociando débitos com arrendadores de aeronaves, além de R$ 700 milhões com instituições financeiras que possuem prazo de vencimento para o final deste ano.
Do mesmo modo, a Gol afirmou que está reestruturando as dívidas com títulos emitidos no exterior, depois de entrar em acordo com investidores da Abra Group. A previsão é de injeção de cerca de US$ 400 milhões.
Grande parte das dívidas adquiridas por companhias aéreas como Gol e Azul foram fruto da pandemia. De acordo com a Azul, por exemplo, o efeito da crise sanitária afetou a geração de caixa em R$ 20 bilhões. Desse valor, segundo a empresa, 85% já foram recuperados.
Imagem: Freepik/Reprodução
