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Receita Federal anuncia leilão com iPhones a partir de R$ 1.600

Um iPhone com lance inicial de R$ 1.604, um PlayStation 5 a partir de R$ 554 e um MacBook Air por R$ 1.099. Os valores chamaram a atenção no leilão eletrônico realizado pela Receita Federal em São Paulo, mas existe um detalhe importante: a disputa desses lotes já terminou. O prazo para enviar propostas acabou […]

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 13 min de leitura
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Um iPhone com lance inicial de R$ 1.604, um PlayStation 5 a partir de R$ 554 e um MacBook Air por R$ 1.099. Os valores chamaram a atenção no leilão eletrônico realizado pela Receita Federal em São Paulo, mas existe um detalhe importante: a disputa desses lotes já terminou.

O prazo para enviar propostas acabou às 21h de 14 de setembro de 2026, enquanto a sessão de lances ocorreu no dia 15. Portanto, não é mais possível entrar naquele leilão específico nem oferecer um valor pelos produtos anunciados.

A boa notícia para quem perdeu o prazo é que a Receita promove novos leilões ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar os próximos editais pelo sistema oficial e se preparar com antecedência.

Antes de participar, porém, é preciso entender que os valores divulgados são apenas lances iniciais. Os produtos podem ficar mais caros durante a disputa, são vendidos nas condições em que se encontram e podem gerar despesas adicionais para o comprador.

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O leilão com iPhone por R$ 1.604 já terminou?

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Reprodução/Front Page Tech

Sim. O certame identificado pelo edital nº 0800100/00000010/2026 foi realizado pela Receita Federal em São Paulo.

As propostas puderam ser apresentadas até 14 de setembro. No dia seguinte, ocorreram a classificação das ofertas e a etapa competitiva de lances.

Isso significa que os preços divulgados, como R$ 1.604 pelo iPhone 17 Pro Max e R$ 554 pelo PlayStation 5, não continuam disponíveis para novos participantes. Eram valores mínimos de lotes oferecidos em uma disputa que já foi encerrada.

Quem encontrar anúncios prometendo acesso atrasado ao mesmo leilão deve desconfiar. Depois do fechamento da sessão, não existe pagamento para “reservar” um produto ou incluí-lo em uma nova rodada de lances.

Quais produtos foram oferecidos?

O leilão reuniu mercadorias apreendidas ou abandonadas no estado de São Paulo. Os bens foram organizados em lotes, cada um com valor inicial, condições e regras próprias.

Entre os destaques estavam celulares, computadores, videogames, scooters elétricas e veículos.

Alguns dos valores mínimos divulgados foram:

  • iPhone 17 Pro Max de 256 GB a partir de R$ 1.604;
  • iPhone 17 Pro Max de 256 GB por R$ 1.937 em outros lotes;
  • iPhone 17 Pro Max de 512 GB com Apple Watch Series 11 por R$ 2.245;
  • MacBook Air de 13 polegadas por R$ 1.099;
  • PlayStation 5 a partir de R$ 554;
  • scooters elétricas com lances entre R$ 432 e R$ 904;
  • Nissan Kicks 2017 com valor inicial de R$ 2.880;
  • Renault Sandero 2016 a partir de R$ 7.680;
  • Toyota Etios 2017 por aproximadamente R$ 10,3 mil;
  • Chevrolet Onix Plus 2024 a partir de R$ 12,9 mil;
  • Hyundai HB20 2021 por R$ 14,4 mil.

Os valores baixos não significam que os bens foram vendidos exatamente por esses preços. Como se trata de uma disputa, o lance final pode subir conforme outros participantes apresentem ofertas.

Além disso, alguns lotes podem reunir mais de um item. Por isso, é necessário ler a descrição completa, em vez de considerar apenas a fotografia principal ou o produto mais chamativo.

Como funcionam os leilões da Receita Federal?

A Receita Federal realiza leilões para vender mercadorias que foram apreendidas ou abandonadas e que podem ser destinadas ao público conforme as regras legais.

Entre os produtos, podem aparecer celulares, notebooks, veículos, roupas, bebidas, ferramentas, componentes eletrônicos e equipamentos industriais.

Cada leilão possui um edital próprio. Esse documento funciona como o manual da disputa e informa:

  • quem pode participar;
  • quais são os lotes;
  • valores mínimos;
  • período de apresentação das propostas;
  • data da sessão de lances;
  • locais de visitação;
  • regras de pagamento;
  • prazo para retirada;
  • restrições de uso ou revenda;
  • tributos e despesas do comprador.

O leilão normalmente começa com o envio de propostas. Depois, os participantes classificados podem avançar para a etapa de lances, na qual disputam o lote com ofertas sucessivas.

As condições podem mudar de um edital para outro. Por esse motivo, ter participado de um leilão anterior não dispensa a leitura do documento do próximo certame.

Valor inicial não é o preço final

Um dos erros mais comuns é interpretar o lance mínimo como preço garantido de compra.

Se um iPhone aparece com lance inicial de R$ 1.604, isso significa apenas que a Receita não aceitará uma proposta abaixo do mínimo estabelecido para aquele lote. Outros participantes podem elevar o valor durante a disputa.

Imagine, por exemplo, que cinco pessoas sejam classificadas para um celular. O primeiro lance pode ser de R$ 1.604, mas a competição pode levar o preço a R$ 2 mil, R$ 3 mil ou mais.

O interessado precisa estabelecer um limite antes da disputa. A decisão deve considerar o estado do item, as despesas de retirada, eventuais tributos e o preço de um produto semelhante no mercado.

Vencer o leilão não significa necessariamente ter feito um bom negócio. A compra só é vantajosa quando o custo total permanece compatível com o estado e o valor comercial do bem.

Quem pode participar?

Pessoas físicas maiores de 18 anos ou emancipadas podem participar dos lotes autorizados para esse público. O interessado deve ter CPF regular e acesso ao Gov.br no nível prata ou ouro.

Empresas também podem disputar lotes, desde que tenham CNPJ regular e atendam às exigências do edital.

A disponibilidade, contudo, não é igual para todos. Alguns lotes são exclusivos para pessoas jurídicas devido à quantidade, ao tipo de mercadoria ou à destinação prevista.

Pessoa física pode revender os produtos?

Em regra, os bens arrematados por pessoa física devem ser destinados ao uso ou consumo próprio. Eles não podem ser adquiridos com finalidade comercial de revenda.

Já as pessoas jurídicas podem ter autorização para uso, consumo, industrialização ou comércio, conforme as condições do lote e do edital.

Por isso, comprar vários aparelhos como pessoa física para revendê-los posteriormente pode contrariar as regras do certame.

Todos os veículos podem voltar a circular?

Não. Alguns veículos oferecidos em leilões são destinados exclusivamente à desmontagem e ao aproveitamento de peças.

Nesses casos, a participação costuma ficar restrita a empresas registradas e autorizadas pelos órgãos de trânsito para exercer a atividade de desmontagem.

O comprador não deve considerar apenas o modelo e o preço. É indispensável verificar se o veículo possui direito à circulação, quais documentos serão entregues e quem ficará responsável pela regularização.

Como acompanhar os próximos leilões?

Os editais ficam disponíveis no Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal. O acesso à área de participação é feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, o e-CAC.

Para acompanhar novos certames, o interessado deve:

  1. acessar o portal oficial da Receita Federal;
  2. procurar pelo serviço “Participar de leilão eletrônico”;
  3. entrar com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;
  4. consultar os editais disponíveis;
  5. escolher o leilão desejado;
  6. ler todas as regras antes de enviar uma proposta;
  7. conferir as datas de classificação e da sessão de lances.

A consulta aos editais pode ser feita com antecedência. Assim, o participante tem tempo para analisar fotografias, calcular gastos e, quando permitido, agendar uma visita ao local onde os bens estão armazenados.

A Receita mantém vários certames no sistema. É necessário conferir o número do edital, a unidade responsável e as datas para não confundir um leilão encerrado com outro que ainda está recebendo propostas.

É possível ver o produto antes de comprar?

Quando o edital permite, os lotes podem ser examinados presencialmente durante o período de visitação.

A vistoria costuma exigir agendamento e ocorre nos endereços e horários informados no documento. Os produtos podem estar armazenados em locais diferentes, mesmo quando fazem parte do mesmo leilão.

Essa visita é especialmente importante porque os bens são vendidos no estado em que se encontram. A Receita não funciona como uma loja convencional e não oferece as mesmas condições de troca, devolução ou garantia encontradas no comércio.

Em aparelhos eletrônicos, o participante deve verificar o que o edital informa sobre funcionamento, acessórios, sinais de uso e possíveis avarias.

No caso de veículos, é preciso observar a documentação, o estado de conservação, a destinação e as despesas necessárias para transporte e regularização.

Produto de leilão tem garantia?

Os bens são vendidos nas condições descritas no edital e normalmente não contam com garantia de funcionamento.

Fotografias ajudam na identificação do lote, mas não substituem a vistoria. Uma imagem pode não mostrar defeitos, peças ausentes, danos internos ou limitações de uso.

O comprador assume o risco relacionado ao estado do produto. Por isso, oferecer um lance sem ler o edital ou examinar o lote pode transformar uma aparente economia em prejuízo.

Também é recomendável verificar se o item precisa de homologação, desbloqueio, reparo ou algum procedimento específico para utilização no Brasil.

Quais despesas podem aparecer além do lance?

O valor do lance não deve ser analisado isoladamente. Dependendo do edital e do tipo de bem, o arrematante pode ter outras despesas.

Entre elas estão:

  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • transporte do produto;
  • retirada no local de armazenamento;
  • guincho para veículos;
  • regularização e documentação;
  • reparos e reposição de peças;
  • deslocamento para realizar a vistoria;
  • armazenamento em caso de atraso na retirada.

No leilão realizado em setembro, o recolhimento do ICMS era responsabilidade do comprador. A Receita não se responsabilizava pelo transporte das mercadorias.

Antes de definir o lance máximo, o participante deve somar todos esses gastos. Um veículo com preço inicial muito baixo, por exemplo, pode precisar de guincho, documentação e reparos que superem o valor pago no leilão.

Como é feito o pagamento?

O pagamento de lotes da Receita é feito por Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o Darf, seguindo as condições e os prazos estabelecidos no edital.

A Receita Federal não solicita depósitos, Pix ou transferências para contas de pessoas físicas, intermediários ou supostos representantes.

Se alguém enviar uma chave Pix alegando que o pagamento é necessário para reservar o lote, liberar o produto ou garantir a arrematação, trata-se de um forte sinal de fraude.

O participante deve emitir e pagar apenas os documentos indicados dentro dos canais oficiais.

Como retirar o produto arrematado?

Depois da confirmação do pagamento, o vencedor precisa retirar o lote no local informado pela Receita.

No certame de setembro, o prazo indicado para retirada era de até 30 dias. O transporte ficava sob responsabilidade do comprador.

Isso significa que a Receita não envia celulares, computadores ou veículos pelos Correios e não contrata transportadoras em nome do arrematante.

Para itens grandes, o comprador deve planejar previamente o transporte. No caso de um veículo sem condições de circulação, pode ser necessário contratar um guincho.

A perda do prazo pode gerar consequências previstas no edital. Portanto, não é recomendável disputar um lote localizado longe sem calcular como será feita a retirada.

Como evitar golpes usando o nome da Receita?

O preço baixo dos produtos costuma ser usado por criminosos para criar sites falsos, perfis em redes sociais e anúncios patrocinados.

Essas páginas podem copiar logotipos, cores e imagens de órgãos públicos para parecer legítimas. Depois, solicitam Pix ou transferência para liberar um produto que não existe.

Para reduzir o risco:

  • entre no leilão pelo portal oficial da Receita Federal;
  • desconfie de links recebidos por WhatsApp;
  • não faça Pix para pessoas ou empresas desconhecidas;
  • confira o número completo do edital;
  • verifique as datas diretamente no sistema oficial;
  • não pague taxas para “reservar” um lote;
  • nunca informe a senha do Gov.br a terceiros;
  • leia o edital antes de qualquer pagamento.

Também é importante desconfiar de anúncios que prometem venda direta. O interessado não escolhe um iPhone e paga o valor mínimo como faria em uma loja. A aquisição ocorre por meio de lote, proposta, classificação e disputa.

Vale a pena comprar em leilão da Receita?

Pode valer a pena, mas a resposta depende do lote e do custo total.

Produtos com lance inicial baixo costumam atrair muitos participantes. A disputa pode aproximar o valor final do preço praticado no comércio, enquanto o item continua sem as mesmas garantias de uma compra convencional.

O negócio tende a fazer mais sentido quando o comprador:

  • conhece o produto;
  • lê todo o edital;
  • examina o lote;
  • calcula os gastos extras;
  • estabelece um limite;
  • não se deixa levar pela competição;
  • consegue retirar o bem dentro do prazo.

Quem compra apenas porque o valor inicial parece muito baixo corre maior risco de pagar mais do que pretendia ou receber um produto que exige despesas inesperadas.

O leilão de setembro mostrou que celulares, videogames, notebooks e veículos podem aparecer com valores mínimos atraentes. Como essa disputa já terminou, o caminho agora é acompanhar o sistema oficial e analisar os próximos editais com calma.

Perguntas frequentes

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O leilão com iPhone por R$ 1.604 ainda está aberto?

Não. As propostas foram encerradas em 14 de setembro de 2026, e a sessão de lances ocorreu no dia 15.

Onde consultar os próximos leilões da Receita?

Os novos editais podem ser consultados no Sistema de Leilão Eletrônico da Receita Federal. A participação ocorre pelo e-CAC.

Preciso ter conta Gov.br?

Sim. Para participar, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Pessoa física pode participar?

Sim, desde que seja maior de 18 anos ou emancipada, tenha CPF regular e escolha um lote autorizado para pessoas físicas.

Posso revender um produto comprado como pessoa física?

Os bens adquiridos por pessoa física são destinados ao uso ou consumo próprio. A compra com finalidade de revenda não é permitida.

O valor divulgado é o preço final?

Não. O valor indicado é o lance mínimo. O preço pode aumentar durante a disputa entre os participantes classificados.

Produtos de leilão têm garantia?

Em geral, os bens são vendidos no estado em que se encontram. O participante deve ler o edital e, quando possível, realizar uma vistoria antes de oferecer o lance.

A Receita aceita pagamento por Pix?

O pagamento oficial é realizado por Darf, conforme as condições do edital. A Receita não solicita Pix ou transferência para contas de terceiros.

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