A empresa aérea Gol comunicou, na última quinta-feira (25), que solicitou voluntariamente um pedido de recuperação judicial. A saber, o processo corre junto ao Tribunal de Falências de Nova York, nos Estados Unidos.
Gol entra com pedido de recuperação judicial; entenda a situação da empresa
Descubra como a empresa aérea Gol busca superar suas dívidas por meio do processo de recuperação judicial. Entenda o caso!
O objetivo desta ação refere-se à renegociação de dívidas da empresa e a busca por um novo financiamento de US$ 950 milhões para continuar com as operações. Confira, a seguir, mais detalhes sobre o caso!
Gol: Operações continuam normalmente

De acordo com as informações divulgadas pela companhia, todas as atividades da Gol, incluindo voos de passageiros e cargas, o programa de fidelidade Smiles e demais operações, seguem funcionando normalmente.
Portanto, os clientes não devem se preocupar. Afinal, mesmo durante o período de recuperação judicial que a empresa está prestes a enfrentar, as operações devem seguir normalmente.
Desse modo, o CEO da Gol, Celso Ferrer, declarou que “as medidas que estão sendo tomadas permitirão que a Gol continue oferecendo tarifas mais baixas com experiências de viagem excepcionais aos clientes em um número cada vez maior de rotas”.
Além disso, ele salientou que os funcionários da empresa continuarão trabalhando normalmente, sempre dedicados à qualidade e a segurança dos voos.
Caso Gol: entendendo a recuperação judicial
A recuperação judicial é uma ferramenta legal que permite a empresas superendividadas negociar suas dívidas com os credores, contando com a mediação da justiça. Este recurso visa evitar danos nas operações do negócio que poderiam resultar na inviabilização total da empresa.
Nos Estados Unidos, este processo está previsto no Capítulo 11 da Lei de Falências, que permite a negociação das dívidas e até mesmo descontos para quitá-las, sem prejudicar a manutenção dos ativos da empresa.
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Relembre o caso da Latam
Em 2020, a companhia aérea Latam foi a primeira empresa brasileira a recorrer à recuperação judicial nos Estados Unidos, seguindo o previsto no “Capítulo 11”.
Na época, diante da crise causada pela pandemia e a queda na demanda de passageiros, a Latam conseguiu renegociar seus contratos com arrendadores de aeronaves e finalizou o processo de maneira bem-sucedida, mantendo suas operações normalmente.
Imagem: Gabriel_Ramos / Shutterstock.com
