Uma professora, moradora de Vila Velha, no Espírito Santo, conseguiu recuperar a quantia perdida no golpe do Pix. Na ocasião, ela teve um prejuízo de R$ 30 mil. Após dois anos da tramitação do processo judicial, ela recebeu o valor de volta, com adicionais.
A decisão entendeu que o banco da professora falhou no momento de resolver a situação. Somando todas as quantias, ela obteve R$ 39.009,09. Destes, R$ 33.436,36 foram referentes ao dano material, e R$ 5.572,73 por danos morais. Após realizar o pagamento do advogado, a professora ficou com R$ 34 mil.
Entenda o caso do golpe do Pix
O crime aconteceu em 2021. A profissional de ensino relatou que recebeu uma ligação do seu banco, questionando sobre uma compra que ela supostamente teria realizado no município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A cliente negou ter feito tal operação e tentou entrar em contato com o gerente de sua agência, que não atendeu. Ela também tentou outro número da instituição financeira, mas sem sucesso.
No mesmo dia, ao verificar sua conta, a professora notou que um Pix no valor de R$ 15 mil havia sido enviado. Desconfianda, pois não tinha cadastrado a chave informada, ela tentou ligar para o número que a havia contatado inicialmente, mas novamente foi ignorada. Surpreendentemente, apenas dois minutos após a primeira ligação, constatou-se uma nova transferência de R$ 15 mil.
Banco negou resolução
Ao recorrer à sua instituição financeira, a professora recebeu o aviso de que teria que arcar com todas as responsabilidades da situação. O advogado do caso, Tuffy Nader, relatou que, com esse aviso, o banco assumiu a culpa do ocorrido, pois informou que a chave Pix fica instalada no celular e que a transação só seria realizada se a cliente autorizasse, o que não aconteceu.
Diante disso, a Justiça entendeu que houve falta de zelo por parte da instituição e que ela teria que devolver parte do valor perdido pela professora.
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