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Banco do Brasil alerta: mudança importante afeta quem tem conta ou poupança

Criminosos se passam por atendentes do Banco do Brasil para aplicar golpes via WhatsApp e ligação. Saiba como o golpe funciona!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Banco do Brasil Freepik e Canva.zip 2

A confiança que os brasileiros depositam em instituições bancárias está sendo explorada por criminosos que se passam por atendentes do Banco do Brasil (BB) para aplicar golpes sofisticados com uso de engenharia social, spoofing telefônico e malware. As abordagens mais comuns ocorrem por WhatsApp ou ligações telefônicas, geralmente com tom de urgência e promessas de bloqueio de “transações suspeitas”.

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O que é o golpe do falso atendente do Banco do Brasil?

Trata-se de um golpe que simula uma ligação ou mensagem oficial do BB, utilizando inclusive números mascarados (spoofing) para parecer que o contato vem da Central de Segurança do banco. O objetivo é induzir a vítima a realizar ações que entregam dados ou permitem transferências via Pix para os criminosos.

A ação dos golpistas combina técnicas avançadas com pressão psicológica, levando a vítima a tomar decisões rápidas e equivocadas.

Como os criminosos iniciam o golpe?

Abordagem via ligação ou WhatsApp

O primeiro contato geralmente ocorre por meio de uma ligação ou mensagem no WhatsApp. O golpista se apresenta como “gerente da Central de Segurança do Banco do Brasil”, utilizando um tom de urgência e autoridade.

Uso de spoofing

A tecnologia de spoofing permite que o número exibido na tela do celular da vítima seja idêntico ao número oficial do BB, aumentando a credibilidade da fraude.

Principais sinais de alerta do golpe

Frases e comportamentos típicos dos golpistas

Os golpistas costumam usar frases como:

  • “Detectamos uma transação suspeita na sua conta.”
  • “Precisamos que você instale um aplicativo de segurança.”
  • “Confirme sua senha de seis dígitos para cancelar o Pix.”
  • “Você precisa fazer um Pix de teste para corrigirmos o erro.”

Abaixo, veja a tabela comparativa entre a fraude e o comportamento real do banco:

O que o Golpista Diz (Sinal Vermelho)O que o Banco Realmente Faz (Realidade)
“Sua conta foi invadida. Instale este app para corrigirmos.”O banco nunca solicita instalação de aplicativos por telefone.
“Confirme sua senha para bloquear a fraude.”O BB nunca solicita senha ou BB Code fora do app oficial.
“Faremos um Pix de teste para reverter o valor.”O BB não faz testes via Pix. Estornos são automáticos.

Objetivo final: controle remoto e transferência via Pix

Aplicativos maliciosos

Os golpistas induzem a vítima a instalar um aplicativo que se passa por “módulo de segurança” ou “aplicativo de proteção”. Na realidade, trata-se de software espião, que permite acesso remoto à tela, senhas, apps e até a câmera do celular.

“Pix de teste”: um golpe direto

Outro truque comum é solicitar um “Pix de teste” para supostamente verificar uma tentativa de fraude. Porém, o destino da transferência é uma chave Pix controlada pelos criminosos.

O que o Banco do Brasil diz sobre isso?

A instituição reforça que:

  • Nunca solicita senhas ou códigos de segurança por telefone;
  • Não envia links por SMS ou WhatsApp;
  • Não pede para instalar apps fora das lojas oficiais (Play Store ou App Store);
  • Em caso de suspeita, a orientação é: desligue a ligação imediatamente e contate o banco por canais oficiais.

A recomendação da Febraban

A FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) também emitiu alertas sobre o golpe, reiterando que nenhum banco brasileiro entra em contato com o cliente pedindo dados sensíveis por telefone, SMS ou redes sociais.

Eles orientam:

  • Nunca clicar em links recebidos por mensagens de texto;
  • Não compartilhar senhas, códigos de verificação ou número de cartão;
  • Evitar instalar aplicativos sob instrução de supostos atendentes.

Fui vítima do golpe: o que fazer nos primeiros 10 minutos

Se você caiu no golpe, a velocidade da resposta é crucial. Veja os passos para tentar minimizar o prejuízo:

1. Desconecte imediatamente seu celular da internet

Coloque o aparelho em modo avião ou desligue os dados móveis e Wi-Fi. Isso impede que o criminoso continue tendo acesso remoto ao seu celular.

2. Desinstale e/ou formate o aparelho

Se você baixou o app indicado pelo golpista, formate o celular completamente após desconectá-lo da internet. Não adianta apenas desinstalar o aplicativo.

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3. Troque todas as senhas

Em um dispositivo confiável, acesse o aplicativo do Banco do Brasil e troque imediatamente todas as senhas, inclusive do e-mail, caso tenha digitado ele durante a fraude.

4. Solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED)

Se você realizou um Pix, ligue para o banco imediatamente e peça a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). Esse recurso bloqueia temporariamente os valores e pode ajudar na recuperação, dependendo da velocidade da ação.

5. Registre a fraude legalmente

  • Reúna todas as provas: prints da conversa, número usado, nome do aplicativo fraudulento, chave Pix usada.
  • Faça um Boletim de Ocorrência (B.O.) — pode ser online na Delegacia Eletrônica do seu estado.
  • Registre uma reclamação no Banco Central com o número do protocolo do BB e o B.O.

Como se proteger de golpes como esse?

Nunca confie em contatos inesperados

  • Bancos não fazem ligações proativas pedindo instalação de apps ou confirmação de senhas;
  • Mesmo que o número pareça oficial, desconfie de chamadas não solicitadas.

Evite agir com pressa

A engenharia social depende de respostas impulsivas. Respire, peça tempo, desligue e reconfirme a informação pelos canais oficiais do banco.

Use autenticação de dois fatores

Ative o 2FA (autenticação de dois fatores) para todos os seus aplicativos, especialmente e-mail e redes sociais. Isso reduz o risco de invasão.

Instale antivírus confiável

Mantenha um antivírus de confiança no celular, especialmente se você costuma realizar transações bancárias pelo dispositivo.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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