O Pix trouxe praticidade e agilidade para as transações financeiras, mas também abriu portas para novos tipos de golpes. Entre eles, o golpe do “Pix errado” tem chamado atenção pela sua astúcia, fazendo muitas vítimas.
Golpe do Pix errado pode te deixar no prejuízo; saiba como funciona!
O golpe do Pix errado tem deixado vítimas no prejuízo. Saiba como ele funciona, como se proteger e o que fazer se já tiver caído na fraude.
Golpistas têm se aproveitado do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central para facilitar a devolução de valores em casos de fraudes, para enganar usuários e roubar dinheiro.
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Como funciona o golpe do Pix errado?

Os criminosos começam realizando uma transferência para a conta da vítima. Com parte das chaves Pix, como o número de telefone celular, eles localizam a conta da pessoa com facilidade.
Após realizar a transação, o golpista entra em contato com a vítima por meio de ligação ou mensagem, geralmente no WhatsApp, alegando que fez a transferência por engano e solicitando a devolução do valor.
Nesse momento, o criminoso pede para que o dinheiro seja devolvido para outra conta, diferente da que fez a transferência inicial. A vítima, acreditando na história, faz uma nova transferência para essa conta indicada, caindo no golpe.
Além disso, o golpista também aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED), informando o banco de que foi vítima de uma fraude. Assim, o banco retira o dinheiro da conta da pessoa enganada, e o criminoso consegue lucrar duas vezes: com o valor devolvido via MED e com a transferência feita pela própria vítima.
Dicas para se proteger desse golpe
Para evitar cair nesse tipo de armadilha, é essencial adotar medidas preventivas. Confira abaixo algumas orientações de segurança:
1. Verifique a transação
Ao receber um Pix inesperado, verifique imediatamente se o valor realmente foi creditado em sua conta. Muitos criminosos tentam enganar suas vítimas alegando que realizaram uma transação equivocada, quando na verdade não fizeram nenhum pagamento.
2. Use a função de devolução do Pix
Caso você tenha recebido um valor por engano, utilize a própria função de devolução do Pix, disponível em todas as plataformas bancárias. Essa ferramenta garante que o dinheiro seja devolvido para a conta que fez o pagamento, impedindo que o golpista consiga transferir os valores para outras contas.
3. Não faça novas transferências
Nunca realize uma nova transferência para devolver o dinheiro, mesmo que o golpista insista. Sempre utilize o recurso oficial de devolução do Pix oferecido pelos bancos, que garante que o valor volte para o emissor original.
O que fazer se você já caiu no golpe do Pix?

Se você foi vítima desse golpe, há medidas a serem tomadas para tentar reaver o valor perdido. Veja os principais passos:
1. Informe o banco o quanto antes
Entre em contato com o seu banco e informe sobre a fraude o quanto antes, dentro de um prazo de até 80 dias após a transação. O banco avaliará o caso e, se entender que está dentro dos critérios do MED, poderá bloquear os recursos da conta do golpista.
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2. Tempo de análise
Após a notificação, o banco tem até sete dias para avaliar o caso. Caso a análise conclua que houve fraude, o valor deverá ser devolvido à vítima em até 96 horas. Se o saldo não estiver disponível na conta do golpista, o banco monitorará a situação por até 90 dias, e devoluções parciais poderão ser feitas conforme novos recursos forem identificados.
3. Busque apoio no Procon ou na Justiça
Se o banco não resolver a situação, é possível buscar ajuda no Procon ou acionar a Justiça para tentar recuperar os valores perdidos. Além disso, o portal Consumidor.gov também oferece um canal para reclamações contra instituições financeiras.
Quando o Mecanismo de Devolução é utilizado de forma correta?
O Mecanismo Especial de Devolução foi criado pelo Banco Central para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude ou falhas operacionais durante transações no Pix. Ele pode ser utilizado, por exemplo, se uma transação for duplicada ou se houver algum erro no sistema bancário.
No entanto, é importante destacar que o MED não pode ser utilizado para corrigir erros cometidos pelo próprio usuário, como no caso de um Pix enviado para a pessoa errada. Nesses casos, a solução é entrar em contato com o banco, que orientará sobre os passos a serem seguidos.
O golpe do Pix errado é mais uma das diversas fraudes que surgiram com o avanço das transações digitais. Por isso, é fundamental estar sempre atento ao receber valores inesperados e utilizar os recursos oficiais dos bancos para devoluções.
Caso você seja vítima de um golpe, notifique seu banco imediatamente e busque apoio nas entidades de defesa do consumidor. Assim, você pode minimizar os danos e até recuperar o valor perdido.
Imagem: releon8211 / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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