A popularização de plataformas de inteligência artificial (IA), como ChatGPT, Copilot e DeepSeek, trouxe inúmeros benefícios à produtividade e à automação de tarefas, especialmente no ambiente corporativo. No entanto, o avanço dessas tecnologias também está sendo explorado por cibercriminosos.
Trabalhadores brasileiros estão sendo vítimas de um novo golpe digital com o uso de IA
Entenda como golpes com IA afetam trabalhadores e aprenda a se proteger. Leia e compartilhe este alerta agora mesmo.
Segundo levantamento da Kaspersky, apenas nos quatro primeiros meses de 2025, houve um crescimento de 115% no número de arquivos maliciosos disfarçados de plataformas de IA.
Esses ataques estão se tornando cada vez mais sofisticados e, principalmente, direcionados. Trabalhadores de pequenas e médias empresas (PMEs) têm sido os principais alvos desses crimes digitais, o que evidencia um novo padrão de fragilidade no ecossistema corporativo brasileiro.
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Como funcionam os novos golpes com IA

Aplicativos falsos: uma armadilha comum
Entre as estratégias mais utilizadas pelos golpistas está a disseminação de aplicativos falsos que imitam plataformas legítimas, especialmente aquelas voltadas para produtividade e comunicação empresarial.
Principais plataformas falsificadas:
- Zoom – representou 41% dos arquivos maliciosos detectados.
- Microsoft Office (Word, Outlook, Excel, PowerPoint, Teams) – quase 50% das tentativas de golpe.
- Google Drive – usado como fachada para entrega de malware.
Esses aplicativos são distribuídos por meio de e-mails de phishing, links patrocinados falsos e sites clonados, enganando trabalhadores e forçando o download de arquivos contaminados por vírus, ransomware ou spyware.
Deepfakes e clonagem de voz: nova geração de enganação
O uso de deepfakes – vídeos, áudios e imagens produzidos por IA que replicam rostos e vozes com extrema fidelidade – tem ampliado o impacto emocional dos golpes. Combinando engenharia social e IA generativa, os criminosos conseguem criar situações de urgência emocional, tornando a vítima mais suscetível à manipulação.
Exemplos recentes:
- Áudios falsos de familiares solicitando dinheiro.
- Vídeos de “CEOs” pedindo transferências bancárias emergenciais.
- Campanhas de caridade falsas durante catástrofes, utilizando rostos conhecidos.
Perfis mais vulneráveis aos golpes com IA
Trabalhadores de PMEs
As pequenas e médias empresas, geralmente com estruturas de segurança digital limitadas, são alvos fáceis. Profissionais dessas organizações muitas vezes operam sem treinamento adequado em cibersegurança, o que os torna alvos acessíveis para phishing, engenharia social e instalação de malware.
Idosos e crianças
Além dos trabalhadores, idosos e crianças são explorados por meio de emoções e confiança. No caso dos idosos, criminosos utilizam áudios clonados de netos ou familiares para pedir transferências bancárias. Já com crianças, golpes se concentram em campanhas falsas de volta às aulas, com livros e materiais escolares a preços atrativos.
Impacto real dos golpes no cotidiano dos brasileiros
Mais de 8.400 profissionais foram afetados por golpes envolvendo plataformas falsas apenas em 2025, segundo a Kaspersky. Para muitas vítimas, o prejuízo não é apenas financeiro, mas também emocional e reputacional.
Danos frequentes:
- Perda de dados sigilosos da empresa.
- Vazamento de informações pessoais e bancárias.
- Sequestro de dispositivos por ransomware.
- Comprometimento de credenciais corporativas.
Por que os golpes com IA são tão convincentes?
Engenharia social aliada à tecnologia
O diferencial desses novos golpes é a combinação entre tecnologia avançada e manipulação emocional. A IA permite personalizar ataques com base no comportamento online das vítimas, criando conteúdos altamente verossímeis.
“A IA tornou tudo muito mais difícil de detectar. O ritmo com que esses golpes evoluem é assustador.” — Larry Zelvin, diretor do BMO.
Falsas urgências e decisões precipitadas
Grande parte dos golpes depende da criação de cenários de urgência, pressionando a vítima a agir rapidamente, sem pensar racionalmente. A ideia é impedir que ela verifique a veracidade da mensagem antes de agir.
Como se proteger dos golpes com inteligência artificial
1. Cuidado com aplicativos falsos
- Baixe sempre aplicativos somente de lojas oficiais (Google Play, App Store, Microsoft Store).
- Verifique o nome do desenvolvedor e leia as avaliações antes de instalar.
- Evite clicar em links desconhecidos ou suspeitos recebidos por e-mail ou redes sociais.
2. Autenticação em duas etapas (2FA)
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+311 mil seguidores
Ative a verificação em dois fatores em todas as contas, principalmente de e-mails, redes sociais e plataformas corporativas. Isso dificulta o acesso de terceiros, mesmo com a senha correta.
3. Treinamento e conscientização
Empresas devem educar seus colaboradores sobre os riscos de phishing, engenharia social e uso indevido de IA. Treinamentos regulares reduzem significativamente a taxa de sucesso dos ataques.
4. Atualizações constantes
Manter sistemas operacionais, aplicativos e antivírus sempre atualizados é essencial. Muitas vulnerabilidades exploradas por hackers são corrigidas em atualizações de segurança.
Ações do governo e de empresas de cibersegurança
Monitoramento e alertas
Empresas de segurança digital, como a Kaspersky, têm intensificado o monitoramento de arquivos maliciosos e alertado sobre novas formas de ataque. Além disso, o CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) divulga boletins periódicos sobre ameaças em curso.
Legislação em debate
Com o crescimento dos golpes envolvendo IA, o Congresso Nacional discute a atualização da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para incluir dispositivos específicos de combate a uso indevido de IA e deepfakes.
Futuro da cibersegurança frente à inteligência artificial

A velocidade com que os golpes evoluem exige novas abordagens de defesa cibernética, incluindo:
- IA para detecção de fraudes em tempo real.
- Modelos preditivos que antecipam ataques com base em comportamento suspeito.
- Colaboração internacional para rastreamento de grupos criminosos transnacionais.
Conclusão
A ascensão da inteligência artificial trouxe não apenas inovação, mas também novas ameaças digitais que afetam diretamente a população trabalhadora brasileira. Os golpes estão mais elaborados, emocionais e difíceis de identificar, principalmente quando combinam tecnologia e engenharia social.
A resposta passa por educação digital, fortalecimento das defesas corporativas e ações coordenadas entre governo, empresas e sociedade. Informar-se é o primeiro passo para evitar prejuízos e proteger o futuro digital do país.
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