As fraudes relacionadas ao PIS/Pasep estão em alta no Brasil, com crescimento expressivo de 40% apenas no primeiro semestre de 2025. O aumento coincide com o início do calendário de pagamentos do abono salarial, atraindo criminosos que exploram a expectativa dos trabalhadores para roubar dados e valores. Estima-se que os prejuízos já ultrapassem R$ 50 milhões, afetando milhares de pessoas em todas as regiões do país.
PIS/Pasep: veja os 5 golpes mais usados por criminosos e como bloquear acessos indevidos
Descubra os principais golpes do PIS/Pasep e aprenda a se proteger agora. Veja aqui como evitar fraudes e proteger seu dinheiro!!!
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os golpes se concentram principalmente em mensagens e sites falsos, que imitam comunicações oficiais. Os alvos preferenciais são trabalhadores do setor privado e servidores públicos que aguardam a liberação de cotas antigas ou do abono anual, que pode chegar a R$ 1.518.

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PIS/Pasep: Como funciona o abono e quem tem direito
O abono salarial é pago anualmente pela Caixa Econômica Federal, para quem trabalha na iniciativa privada, e pelo Banco do Brasil, para servidores públicos. Têm direito os cidadãos que exerceram atividade remunerada por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos e inscrição no PIS ou PASEP há pelo menos cinco anos.
Neste ano, cerca de 10 milhões de trabalhadores também aguardam a liberação das cotas antigas do fundo, somando mais de R$ 26 bilhões parados. Esse volume expressivo de recursos tem despertado o interesse de fraudadores, que desenvolvem táticas cada vez mais sofisticadas para enganar beneficiários.
Os cinco golpes mais usados por criminosos
1. Mensagens falsas com promessa de saque via Pix
Criminosos enviam mensagens por SMS ou WhatsApp prometendo saques imediatos do PIS/Pasep em troca de uma taxa simbólica via Pix. O texto costuma conter logotipos oficiais e linguagem formal, simulando alertas do governo. Após o pagamento, o contato desaparece e o dinheiro é perdido.
Essas mensagens geralmente contêm links encurtados que redirecionam a páginas falsas. A orientação é simples: nunca clique em links desconhecidos, mesmo que pareçam oficiais.
2. Sites falsos imitando o portal Gov.br
Outro golpe frequente envolve sites que copiam o visual do Gov.br e solicitam informações como CPF, nome completo e data de nascimento. Após o preenchimento, o sistema exibe uma falsa “aprovação” de saque e cobra uma taxa entre R$ 60 e R$ 100.
Esses sites usam endereços semelhantes aos oficiais, mas com domínios como “.com” ou “.net”, em vez de “.gov.br”. Além disso, exibem depoimentos falsos de pessoas que supostamente receberam o benefício, reforçando a credibilidade da fraude.
3. Ligações e e-mails com pedidos de atualização cadastral
Os criminosos também entram em contato por telefone ou e-mail, alegando pendências no cadastro do PIS/Pasep. O golpe solicita confirmação de senhas ou dados bancários sob o pretexto de “liberar o benefício”. Em alguns casos, as vítimas são induzidas a compartilhar códigos de autenticação.
É importante reforçar que nenhum banco ou órgão público solicita senhas por telefone, e o governo não entra em contato direto para liberar pagamentos.
4. Golpe da antecipação de valores
Nesse tipo de fraude, os golpistas oferecem “adiantamento” do abono salarial mediante pagamento antecipado. As vítimas acreditam que estão agilizando o recebimento, mas o dinheiro transferido desaparece sem retorno.
O golpe ganhou força com vídeos e áudios falsos que circulam em grupos de aplicativos de mensagens. Esses conteúdos usam vozes simuladas por inteligência artificial, o que torna o alerta ainda mais urgente.
5. Anúncios falsos nas redes sociais
Os criminosos também utilizam redes sociais para criar anúncios pagos com o nome do Ministério do Trabalho ou da Caixa. Ao clicar, o usuário é levado a formulários fraudulentos que pedem login no Gov.br ou senha bancária.
Essas publicações costumam usar imagens reais de reportagens e comunicados oficiais, mas levam a páginas de phishing. Sempre verifique o domínio antes de fornecer qualquer dado.
Como identificar um site malicioso
Os sites fraudulentos de PIS/Pasep são projetados para parecerem autênticos, mas apresentam pequenos indícios de falsificação. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Domínios diferentes de .gov.br
- Erros de digitação ou formatação
- Solicitação de pagamento antecipado
- Depoimentos falsos e promessas de aprovação imediata
A dica é observar se o endereço começa com “https”, indicando segurança, e evitar preencher formulários que pedem informações pessoais sem garantia de autenticidade.
Como funciona o golpe da taxa falsa
O chamado golpe da taxa de liberação é um dos mais recorrentes. A vítima recebe mensagem dizendo que há saldo disponível no fundo PIS/Pasep e que basta pagar uma taxa para liberar o valor.
Após acessar o link, o site apresenta uma falsa “consulta gratuita” e informa um saldo fictício. Em seguida, exige pagamento via Pix, supostamente para liberar a quantia. Assim que a transferência é feita, o dinheiro é desviado.
Segundo relatórios de cibersegurança, mais de 5 mil denúncias desse tipo foram registradas apenas no primeiro trimestre de 2025.
Alertas de golpes por mensagens
As mensagens fraudulentas seguem um padrão: prometem valores altos, usam tom de urgência e contêm erros gramaticais. Muitas delas vêm de números desconhecidos e solicitam autenticação imediata de dados.
Esses contatos frequentemente instalam malwares nos dispositivos, permitindo o roubo de senhas bancárias. Caso receba uma dessas mensagens, não responda, bloqueie o remetente e apague imediatamente.
O governo reforça que não envia notificações sobre o PIS/Pasep por SMS, e-mails ou aplicativos de mensagens.
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Consulta oficial do PIS/Pasep
Para evitar cair em golpes, o cidadão deve usar apenas canais oficiais. A consulta ao saldo do fundo pode ser feita pelo portal Repis Cidadão, inserindo o CPF e acessando via Gov.br.
No caso do abono salarial, as informações estão disponíveis no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no site da Caixa. O calendário de pagamentos segue o mês de nascimento e vai até dezembro de 2025.
Herdeiros de trabalhadores falecidos também podem acessar os valores mediante comprovação de parentesco nas agências da Caixa ou do Banco do Brasil.
Medidas de bloqueio imediato
Quem suspeitar de fraude deve agir rapidamente. É fundamental ativar notificações bancárias para monitorar movimentações suspeitas. Em caso de acesso indevido, entre em contato com:
- Ouvidoria da Caixa: 0800 726 0207
- Ouvidoria do Banco do Brasil: 0800 729 0001
Além disso, registre boletim de ocorrência online na Polícia Civil e mantenha antivírus atualizado em celulares e computadores. Evite também o uso de redes Wi-Fi públicas para acessar contas bancárias.
A ativação de autenticação em duas etapas e a troca frequente de senhas são medidas eficazes para aumentar a segurança.
Tecnologias de verificação biométrica
Para reduzir os casos de fraude, o Banco do Brasil ampliou a validação por biometria facial nos saques do PASEP em 2025. A Caixa também passou a enviar alertas automáticos por SMS quando há tentativas suspeitas de login no aplicativo FGTS.
Essas medidas ajudam a bloquear acessos não autorizados e garantem que apenas o titular possa realizar saques. O sistema cruza dados biométricos com bases governamentais, aumentando a confiabilidade.
O Serasa tem oferecido cursos gratuitos sobre segurança digital, ensinando a identificar e evitar golpes de phishing. Criar senhas únicas para cada serviço e alterá-las a cada trimestre é uma prática recomendada.
Canais seguros para denúncias
Denunciar é essencial para impedir que novas vítimas sejam atingidas. As queixas sobre sites falsos e golpes podem ser registradas na plataforma Consumidor.gov.br. O Ministério da Fazenda monitora essas denúncias e trabalha em conjunto com provedores para bloquear páginas fraudulentas.
Empresas de cibersegurança, como Kaspersky e ESET, também oferecem ferramentas gratuitas para verificar a segurança de links suspeitos. Tornar essas práticas parte da rotina é uma forma eficaz de manter a proteção dos dados pessoais.

A escalada de fraudes envolvendo o PIS/Pasep exige atenção redobrada dos beneficiários. Criminosos estão cada vez mais sofisticados e utilizam tecnologias avançadas para enganar trabalhadores. Por isso, é essencial desconfiar de promessas de liberação imediata, evitar links desconhecidos e priorizar canais oficiais do governo.
Manter a segurança digital é um dever contínuo. Atualizar cadastros, usar autenticação biométrica e compartilhar informações confiáveis com familiares e colegas pode evitar prejuízos significativos. A prevenção é, sem dúvida, a melhor forma de proteger o benefício e garantir que o dinheiro chegue às mãos certas.
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