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Golpistas se passam por diretor financeiro e roubam US$ 25 milhões com inteligência artificial; saiba mais

Golpistas usam inteligência artificial para roubar US$ 25 milhões se passando por diretor financeiro. Detalhes aqui!

Helena SerpaPor Helena Serpa3 min de leitura
Pessoa com capuz, de costas, em frente a um computador em ambiente escuro

Um esquema de fraudes envolvendo deepfakes, tecnologia capaz de reproduzir imagens e áudios hiperrealistas, foi responsável pelo prejuízo de US$ 25 milhões numa multinacional em Hong Kong. De acordo com informações reveladas pela polícia local. O objetivo era enganar um empregado do departamento financeiro da companhia por meio de uma chamada de videoconferência falsa.

Os golpistas utilizaram deepfakes para simular a presença e voz do diretor financeiro e outros membros da equipe em uma videochamada, enganando um funcionário. Mesmo desconfiando inicialmente de um possível e-mail de phishing, o empregado foi convencido durante a chamada. Sob essa falsa legitimidade, ele acabou transferindo US$ 25,6 milhões para uma conta desconhecida.

O superintendente Baron Chan Shun-ching explicou que o funcionário, apesar das suspeitas iniciais, foi persuadido pelos falsos participantes da chamada. Que conseguiram convencê-lo da legitimidade da reunião. Esse incidente destaca os riscos crescentes associados à tecnologia de deepfake e à sofisticação dos ataques de phishing, exigindo vigilância e medidas de segurança cada vez mais robustas.

Crescimento dos golpistas

Ademais, os criminosos têm se aproveitado da tecnologia deepfake em uma série de episódios recentes, manipulando vídeos e outras mídias para enganar pessoas e defraudar empresas. Dessa forma, a polícia de Hong Kong realizou seis prisões relacionadas a esses crimes, evidenciando a gravidade do problema digital.

golpistas do INSS
Imagem: Grustock / Shutterstock.com

De acordo com as autoridades, deepfakes de IA foram empregadas em cerca de 20 ocasiões para enganar programas de reconhecimento facial, utilizando identidades roubadas. Dessa maneira, o golpe envolvendo um falso diretor só foi descoberto quando o funcionário fez uma verificação posterior com a sede corporativa. Destacando os riscos associados à manipulação digital.

Uso de deepfakes preocupa autoridades

Assim, as autoridades e agências de segurança ao redor do mundo estão cada vez mais preocupadas com o avanço da tecnologia deepfake e os usos prejudiciais que ela pode ter. Ademais, no início deste ano, imagens geradas por IA da estrela pop americana Taylor Swift foram amplamente divulgadas nas redes sociais.

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As deepfakes que mostram a cantora em posições explícitas foram vistas milhares de vezes antes de serem removidas das plataformas. O episódio alarmante reforça o potencial perigoso da tecnologia de inteligência artificial e a necessidade de legislação e regulamentação urgentes nesse campo. As consequências de seu mau uso vão desde fraudes financeiras até atentados à dignidade das pessoas.

Imagem: Pira25 / Shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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