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Golpistas utilizam a taxa das blusinhas para aplicar fraudes; veja como funciona

Golpistas estão aplicando a "taxa das blusinhas" em consumidores online. Saiba como funciona o golpe e como se proteger dessas fraudes.

Avatar de Gabriela Ferraz Camargo Gabriela Ferraz Camargo · · 2 min de leitura
Imagem de um homem encapuzado orquestrando um golpe, falando no celular atrás de uma tela de computador.

Os consumidores brasileiros precisam estar atentos a um novo golpe que vem se disseminando rapidamente: a chamada “taxa das blusinhas“.

Esse esquema tem enganado muitas pessoas, especialmente aquelas que fazem compras online. Entender como o golpe funciona e como se proteger dele é essencial para evitar prejuízos.

Golpistas têm se aproveitado do aumento nas compras online para aplicar fraudes. Eles enviam mensagens aos consumidores informando sobre uma suposta taxa a ser paga para liberar a entrega de mercadorias.

Essas mensagens parecem legítimas, muitas vezes usando o nome de empresas conhecidas. No entanto, a taxa é uma invenção dos golpistas, e qualquer valor pago vai diretamente para os fraudadores.

Como funciona a “Taxa das Blusinhas”?

Pessoa digitando em um teclado de computador. Em cima, um sinal de alerta em vermelho.
Imagem: SObeR 9426 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

A nova alíquota para compras internacionais, válida a partir desta quinta-feira (1), impacta itens de até US$ 50 comprados em e-commerces estrangeiros. Consumidores agora devem pagar um imposto de 20% para compras de até US$ 50 e 60% para compras entre US$ 50,01 e US$ 3 mil.

Com essa mudança, golpistas começaram a enviar SMS com links de rastreamento falsos. Essas mensagens informam que a compra online foi barrada pela fiscalização alfandegária devido à ausência de pagamento das novas taxas.

Taxa das Blusinhas: Protegendo-se Contra Golpes Online

“Golpes de Phishing, usados para roubar informações confidenciais, ocorrem via SMS, mensagens e redes sociais”, explica Pitágoras Martins, do INBEC.

Em 2022, criminosos aproveitaram a divulgação de valores a receber pelo Banco Central para enviar mensagens fraudulentas via WhatsApp. Abordagens semelhantes ocorreram com o auxílio emergencial durante a pandemia.

Para evitar cair nesse tipo de golpe, é fundamental adotar algumas práticas de segurança. Primeiramente, desconfie de mensagens que solicitam pagamentos adicionais após a compra.

Sempre verifique diretamente com a loja onde a compra foi realizada. Utilize canais oficiais, como o site da empresa ou o serviço de atendimento ao cliente.

Outra dica importante é verificar o endereço de e-mail ou o número de telefone do remetente. Muitas vezes, esses detalhes podem revelar se a mensagem é verdadeira ou não. Além disso, evite clicar em links ou QR codes de fontes desconhecidas. Prefira acessar os sites diretamente pelo navegador.

Consequências para os Consumidores

Cair nesse golpe pode trazer consequências financeiras e emocionais. Além da perda do dinheiro pago, o consumidor pode ter seus dados pessoais e bancários comprometidos. Isso pode resultar em outros tipos de fraudes, como clonagem de cartão e roubo de identidade. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.

Além disso, é importante denunciar esses golpes às autoridades competentes, como a Polícia Civil e o Procon. Essas denúncias ajudam a mapear a atuação dos golpistas e podem prevenir que outras pessoas sejam vítimas.

Manter-se informado e compartilhar conhecimento sobre esses golpes também é uma forma eficaz de proteção.

Imagem: Grustock / Shutterstock.com

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