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Google testa mudança na busca; veja o que está em jogo

Google anuncia novas funções de IA no buscador e no Gemini para competir com OpenAI e transformar pesquisas online.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Google

O Google deu mais um passo agressivo na corrida global da inteligência artificial ao anunciar uma ampla reformulação de seus serviços digitais. As novidades incluem mudanças profundas no buscador, novos recursos autônomos no assistente Gemini e ferramentas capazes de executar tarefas em segundo plano sem intervenção constante do usuário.

O anúncio reforça a estratégia da empresa de adaptar seu modelo de negócios à nova era da IA generativa, em meio ao avanço acelerado de concorrentes como OpenAI e Anthropic.

A principal mensagem do Google é clara: o futuro da internet será menos baseado em listas de links e mais centrado em assistentes inteligentes capazes de agir sozinhos.

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Google quer mudar a forma como as pessoas pesquisam na internet

Durante anos, o buscador do Google funcionou principalmente como uma ferramenta para encontrar páginas da web. Agora, a empresa quer transformar a pesquisa online em uma experiência conversacional e automatizada.

A nova barra de pesquisa apresentada pelo Google foi desenvolvida para aceitar perguntas mais longas, detalhadas e naturais, aproximando o funcionamento do buscador de ferramentas como o ChatGPT e o próprio Gemini.

Na prática, o usuário poderá conversar com o mecanismo de busca de maneira mais humana, fazendo solicitações complexas em vez de digitar apenas palavras-chave.

Nova IA do Google poderá pesquisar sozinha para o usuário

Uma das novidades mais comentadas envolve a criação de “agentes” autônomos dentro do buscador.

Esses agentes poderão monitorar informações continuamente na internet sem necessidade de buscas repetidas pelo usuário.

Como os agentes de IA funcionarão

Segundo o Google, os agentes serão úteis para atividades como:

  • Acompanhar lançamentos de produtos;
  • Monitorar promoções;
  • Procurar imóveis;
  • Verificar mudanças de preços;
  • Rastrear novidades de marcas;
  • Acompanhar notícias específicas.

Um dos exemplos apresentados pela empresa envolve fãs de esportes e moda. O usuário poderá pedir:

“Avise quando meus atletas favoritos anunciarem novas coleções de tênis”.

A partir disso, a IA ficará monitorando automaticamente anúncios e atualizações online.

Buscador ganhará miniaplicativos personalizados

Outra mudança importante é a integração de recursos visuais interativos diretamente na busca.

O Google afirmou que o sistema poderá gerar pequenos aplicativos personalizados conforme a necessidade do usuário.

Exemplos de uso

Entre as possibilidades citadas estão:

  • Rastreador de atividades físicas;
  • Painéis personalizados;
  • Monitoramento climático;
  • Organização de tarefas;
  • Integração com aplicativos conectados à conta Google.

Na prática, a busca deixa de ser apenas um mecanismo de consulta e passa a funcionar como uma plataforma inteligente de produtividade.

Spark: o novo modo autônomo do Gemini

O Google também apresentou o Spark, novo recurso do Gemini voltado para automação de tarefas.

A ferramenta poderá atuar em segundo plano executando atividades recorrentes sem necessidade de comandos constantes.

O que o Spark poderá fazer

Segundo a empresa, o sistema será capaz de:

  • Monitorar e-mails;
  • Verificar extratos financeiros;
  • Criar listas de tarefas;
  • Produzir resumos automáticos;
  • Organizar documentos;
  • Reunir informações do Google Docs e Gmail.

O Google informou ainda que o Spark funcionará mesmo com o notebook fechado ou o celular bloqueado.

Android Halo permitirá acompanhar IA pelo celular

Outra novidade anunciada foi o Android Halo, recurso que permitirá monitorar agentes de IA diretamente pelo smartphone.

A ideia é que o usuário acompanhe em tempo real o que o sistema está fazendo, mesmo quando as tarefas estiverem rodando em segundo plano no computador.

Esse movimento reforça a aposta do Google em assistentes inteligentes permanentes e integrados ao cotidiano digital.

Google reage ao avanço da OpenAI e Anthropic

As mudanças anunciadas refletem claramente a pressão competitiva enfrentada pelo Google no mercado de IA.

Nos últimos anos, empresas como OpenAI e Anthropic passaram a disputar diretamente o espaço tradicionalmente dominado pelo buscador do Google.

Ferramentas de IA generativa começaram a substituir pesquisas convencionais ao oferecer respostas completas, contextualizadas e conversacionais.

OpenClaw influenciou nova estratégia do Google

O Google também parece responder ao impacto causado pelo OpenClaw Github, agente de IA que ganhou notoriedade no Vale do Silício por executar comandos e operar programas de forma autônoma.

O sucesso do projeto aumentou a pressão sobre gigantes da tecnologia para desenvolver sistemas capazes de agir de maneira independente.

Embora o Google já trabalhe com agentes inteligentes há anos, os casos anteriores eram mais limitados e voltados para funções específicas.

DeepMind virou peça central da estratégia do Google

O laboratório Google DeepMind aparece agora como um dos principais ativos estratégicos da companhia.

Especialistas do setor avaliam que o DeepMind representa uma vantagem competitiva importante porque combina:

  • Pesquisa avançada em IA;
  • Infraestrutura em nuvem;
  • Produtos utilizados por bilhões de pessoas;
  • Integração direta com o ecossistema Google.

Segundo analistas do mercado de tecnologia, poucas empresas possuem estrutura tão ampla para acelerar a adoção de inteligência artificial em escala global.

Google ainda enfrenta dificuldades no mercado corporativo

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Apesar do enorme alcance entre consumidores, o Google ainda enfrenta dificuldades para conquistar liderança em IA corporativa.

Dados divulgados pela plataforma financeira Ramp apontam que:

  • A Anthropic representa 34,4% das assinaturas corporativas de IA nos EUA;
  • A OpenAI possui 32,3%;
  • O Google aparece com apenas 4,5%.

Isso mostra que, embora domine o mercado de buscas, a empresa ainda busca ganhar espaço no segmento empresarial de inteligência artificial.

IA geral continua sendo objetivo ambicioso das big techs

Executivos do Google também voltaram a citar a busca pela chamada Inteligência Artificial Geral (IAG).

A IAG é um conceito teórico em que sistemas de IA alcançam capacidades semelhantes às humanas em múltiplas áreas do conhecimento.

Hoje, empresas como:

  • Google;
  • OpenAI;
  • Meta;
  • Anthropic;

disputam liderança nessa corrida tecnológica.

No entanto, especialistas reconhecem que ainda existem limitações importantes.

Especialistas alertam para riscos e limitações

Executivos do próprio Google admitem que os modelos atuais ainda não são totalmente confiáveis.

Tulsee Doshi, executiva do DeepMind, afirmou que existe um “vale da estranheza”, momento em que as IAs já impressionam, mas ainda não alcançaram confiabilidade suficiente para operar plenamente sem supervisão humana.

Entre as preocupações mais debatidas atualmente estão:

  • Erros de informação;
  • Segurança digital;
  • Impacto no mercado de trabalho;
  • Privacidade;
  • Consumo energético de data centers;
  • Dependência excessiva da IA.

Crescimento da IA também aumenta preocupações da população

Pesquisas recentes do Pew Research Center indicam que metade dos adultos norte-americanos se sente mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial.

Mesmo assim, o Google segue ampliando investimentos no setor.

Segundo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, a companhia pretende investir entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões em infraestrutura e chips de IA em 2026.

Gemini já alcança centenas de milhões de usuários

O Google informou que o Gemini já possui mais de 900 milhões de usuários ativos.

O número mostra a velocidade da expansão da inteligência artificial dentro do ecossistema da empresa.

Além disso, executivos afirmam que novas versões dos modelos são lançadas constantemente, às vezes quase diariamente para desenvolvedores internos.

(Imagem: Linda Parton/Shutterstock)

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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