Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Governo aumenta imposto do cigarro; saiba mais

Lula aumenta o preço mínimo e o IPI de cigarros no Brasil. A medida visa aumentar a arrecadação e reduzir o consumo de tabaco

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
Cigarro

Nesta quinta-feira (1º), o governo formalizou uma elevação do preço mínimo de cigarros e um aumento nas alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre esses produtos. Essa iniciativa faz parte das ações implementadas pela equipe econômica visando aumentar a arrecadação.

O reajuste foi oficializado em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que atualmente exerce a função de ministro interino durante as férias de Fernando Haddad (PT). 

Assim, um dos dispositivos do decreto eleva o preço mínimo do maço com 20 cigarros, que hoje é de 5 reais, para 6,50 reais a partir de 1º de setembro de 2024.

Leia mais: Governo considera aumentar preço do cigarro para compensar desonerações

Por que o governo está aumentando o preço dos cigarros?

O plano de reajustar a taxação sobre cigarros foi debatido pelo governo como uma das ações destinadas a compensar a desoneração da folha de setores da economia e municípios, um tema que ainda carece de uma solução definitiva. 

Em maio de 2024, quando o tema estava em análise no Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional estimou que a medida poderia gerar um ganho potencial de 723 milhões de reais no ano, um valor relativamente baixo em comparação aos cerca de 25 bilhões de reais estimados como custo da desoneração.

Aumento do IPI sobre cigarros

Além do aumento no preço mínimo, o decreto prevê uma elevação na alíquota de IPI sobre os cigarros. A partir de 1º de novembro de 2024, a cobrança de IPI passará de 1,50 real para 2,25 reais sobre o maço ou o box de cigarros.

Assim, essa mudança faz parte de um conjunto de medidas discutidas pelo governo para aumentar as receitas e compensar a desoneração da folha de pagamentos de setores da economia e municípios.

Fumante acendendo cigarro
Imagem: Nopphon_1987/ shutterstock.com

Impactos esperados no mercado

Efeitos sobre os consumidores

Aumento no custo de vida

Uma das consequências mais diretas da elevação do preço mínimo é o aumento no custo de vida. Produtos essenciais, como alimentos e combustíveis, poderão sofrer reajustes significativos, o que pode impactar o orçamento das famílias brasileiras.

Esse aumento pode ser especialmente sensível para as famílias de baixa renda, que já enfrentam dificuldades econômicas.

Ajustes no poder de compra

Com o aumento dos preços, o poder de compra dos consumidores pode ser afetado negativamente. Embora a elevação do preço mínimo tenha como objetivo garantir um valor justo para produtos e serviços, ela também pode levar a um ajuste no padrão de consumo das famílias. 

As pessoas podem ter que cortar gastos em outras áreas para compensar o aumento nos preços dos produtos essenciais.

Impactos sobre as empresas

Aumento nos custos operacionais

Para as empresas, o aumento do preço mínimo pode resultar em custos operacionais mais elevados. As empresas terão que ajustar seus preços para cobrir os custos adicionais, o que pode levar a um repasse desses custos aos consumidores.

Pequenas e médias empresas, em particular, podem enfrentar desafios significativos para manter sua rentabilidade enquanto lidam com os novos preços mínimos.

Possíveis alterações na estratégia de preços

As empresas poderão precisar revisar suas estratégias de precificação para se adaptar ao novo cenário econômico. Isso pode incluir ajustes nos preços de venda, bem como mudanças em suas ofertas e promoções para atrair clientes em um ambiente de preços mais altos. 

Dessa forma, a habilidade das empresas de ajustar suas estratégias de forma eficaz será crucial para sua sobrevivência e sucesso no mercado.

Vários pacotes de cigarro unidas
Imagem: Berke / shutterstock.com

O impacto na saúde pública

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A elevação na tributação do tabaco é uma medida defendida por membros da equipe econômica do governo, e não ocorria desde 2016. Em entrevista concedida em junho, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, defendeu a adoção dessa medida. 

Ele destacou que o Brasil é signatário de um acordo internacional que obriga os países a aumentarem os preços dos cigarros para desincentivar o seu uso, contribuindo para a saúde pública.

Expectativa e reações

Enfim, a expectativa do governo é que as novas medidas ajudem não só a aumentar a arrecadação, mas também a reduzir o consumo de cigarros no país. As reações a essas mudanças são variadas. 

Enquanto alguns especialistas em saúde pública e organizações antitabagistas aprovam a medida, setores da indústria do tabaco e comerciantes expressam preocupações sobre o impacto nas vendas.

  • Especialistas em saúde pública apoiam a medida.
  • Indústria do tabaco e comerciantes expressam preocupações.

Dessa forma, o governo federal acredita que a combinação de aumento de preço mínimo e de alíquota de IPI pode gerar tanto benefícios fiscais quanto uma redução no consumo de cigarros, o que, em longo prazo, poderá ter um impacto positivo na saúde da população brasileira.

Considerações Finais

A elevação do preço mínimo anunciada do cigarro pelo governo brasileiro é uma medida que visa ajustar os valores para refletir a realidade econômica atual. Embora tenha o objetivo de proteger consumidores e empresas, a mudança trará desafios e oportunidades para diversos setores da economia. 

A capacidade de adaptação das empresas, bem como a resposta das políticas econômicas, será fundamental para determinar os efeitos a longo prazo desta medida.

Com a situação em constante evolução, é crucial que consumidores, empresas e formuladores de políticas acompanhem de perto os desenvolvimentos e se preparem para possíveis ajustes. O sucesso na navegação por essas mudanças determinará, em grande parte, a estabilidade e o crescimento econômico futuros do Brasil.

Imagem: Banco Mundial / ONU

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

Topicos relacionados