O Comitê Executivo de Gestão (Gecex), órgão vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), anunciou nesta quinta-feira, 17 de outubro de 2024, um aumento significativo no imposto de importação de 11 produtos feitos de aço e ferro. A nova taxa, que passa a ser de 25%, busca proteger a indústria nacional, atendendo a uma demanda do Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel).
Governo Lula aprova reajuste de imposto sobre produtos de aço e ferro
Governo aprova aumento de imposto de importação para produtos de aço e ferro para 25%. Medida atende à demanda do Sicetel.
Além dos produtos de ferro e aço, a decisão inclui mudanças tarifárias em outros setores, com a aplicação de medidas antidumping em produtos da China e de outros países, visando combater práticas comerciais desleais e garantir a competitividade do mercado brasileiro.
Leia Mais:
No primeiro mês, Banco do Brasil emite quase 7 mil cartões de crédito para MEIs
Aumento no imposto de importação para produtos de aço e ferro

O reajuste no imposto de importação para produtos de aço e ferro vem como resposta direta à solicitação da Sicetel, que representa empresas do setor de trefilação e laminação de metais ferrosos. A nova alíquota de 25%, aprovada pela Camex, visa proteger a indústria nacional de concorrências externas desleais, além de estimular a produção interna.
Antes da mudança, os produtos de aço e ferro estavam sujeitos a uma alíquota mais baixa, o que facilitava a importação desses itens. No entanto, com a nova medida, o governo espera reduzir a entrada de produtos estrangeiros e impulsionar o mercado doméstico.
Outros reajustes no imposto de importação
Além do aumento no setor de ferro e aço, o Gecex também aprovou mudanças em outros produtos. Os impostos de importação de cabos e fibras óticas foram elevados para 35%, com validade de seis meses, em uma tentativa de fortalecer o setor tecnológico nacional.
Por outro lado, motores elétricos para liquidificadores e sistemas de aceleração de alimentos terão uma redução drástica no imposto, passando de 18% para 0%. A mesma redução foi aplicada para fios de poliéster, amplamente usados em tecidos técnicos, pneus, e lonas, que também terão isenção de imposto, facilitando a aquisição de matéria-prima para a indústria local.
Essas alterações refletem uma estratégia de ajuste do governo para equilibrar as necessidades do mercado interno com a competição internacional, aliviando alguns setores enquanto impõe tarifas mais elevadas em outros.
Medidas antidumping para proteger a indústria nacional
Além do aumento de impostos, o governo brasileiro também anunciou medidas antidumping temporárias e definitivas para produtos vindos da China, Índia, Tailândia, Vietnã e Malásia. Essas medidas têm como objetivo combater a prática de dumping, que ocorre quando empresas estrangeiras vendem produtos no Brasil a preços abaixo do valor de mercado, prejudicando a competitividade das indústrias locais.
Os produtos importados que sofrerão a sobretaxa antidumping incluem folhas metálicas da China, que terão uma sobretaxa de US$ 257,97 a US$ 341,28. Além disso, nebulizadores chineses serão taxados entre US$ 0,83 e US$ 2,62 por unidade. Outras sobretaxas aplicam-se aos pigmentos de dióxido de titânio e às fibras de poliéster de vários países, com valores que variam de acordo com o volume importado.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Sobretaxa definitiva para luvas não cirúrgicas

Entre as medidas antidumping definitivas, o governo estabeleceu uma sobretaxa para a importação de luvas não cirúrgicas vindas da China, Malásia e Tailândia. As luvas serão taxadas com valores que variam de US$ 1,86 a US$ 33,52 por mil unidades importadas. Essa decisão reflete a preocupação do governo com o impacto da importação em massa de produtos baratos, que afetam diretamente a produção nacional de materiais hospitalares.
Impactos na economia e no mercado nacional
A aprovação dessas medidas tarifárias e antidumping busca equilibrar o mercado brasileiro e proteger indústrias-chave contra a concorrência estrangeira desleal. O aumento de impostos para produtos de aço e ferro, em particular, visa fortalecer o setor metalúrgico nacional, que vinha enfrentando dificuldades devido à entrada de produtos mais baratos de outros países.
No entanto, é possível que essas mudanças também afetem consumidores e empresas que dependem de produtos importados. O aumento nos custos de importação pode ser repassado para o preço final dos produtos, o que pode gerar impactos no bolso dos brasileiros e na competitividade de empresas que utilizam esses materiais em seus processos produtivos.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Pode ser do seu interesse:

