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Governo Bolsonaro gasta fortuna às vésperas do final do mandato

O governo de Jair Bolsonaro (PL) deverá assinar um contrato de 900 milhões de euros, aproximadamente R$ 5 bilhões, na segunda-feira (5).

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Bolsonaro em frente a um microfone com expressão séria

O governo de Jair Bolsonaro (PL) deverá assinar um contrato de aproximadamente 900 milhões de euros, aproximadamente R$ 3,3 bilhões, na próxima segunda-feira (5). O contrato é referente à compra de 98 veículos para o Exército brasileiro. Dessa forma, uma nova geração de blindados com canhões será adquirida na reta final do governo Bolsonaro.

Os novos veículos blindados são o Centauro II, do consórcio italiano Oto-Merala (CIO), formado por Iveco e Leonardo. Os veículos 8×8 são superiores aos atuais Guaranis 6×6 que o Exército brasileiro utiliza desde o início do governo, também fabricados pela Iveco.

Veículos contam com canhões de 120 mm

Os novos veículos blindados Centauro II contam com canhões de 120 mm. Dessa forma, os veículos, que têm cerca de 30 toneladas, modernizarão a frota das unidades de infantaria do Exército brasileiro.

O modelo Centauro II superou os dois concorrentes que estavam sendo considerados: LAV700AG, da norte-americana GDLS, e ST1-BR, da chinesa Norinco. 

Gleisi Hoffmann criticou Bolsonaro pelo uso da verba para compra dos veículos

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT), criticou o uso da verba no governo Bolsonaro para a compra dos veículos em sua conta no Twitter. De acordo com a deputada federal, a despesa é “imoral” em meio à “situação caótica das contas públicas”.

“5 bilhões! Esse é o valor que o Exército calcula gastar com 98 blindados no apagar das luzes do governo Bolsonaro. Uma imoralidade com a situação caótica das contas públicas e que passa o povo. Estudaremos o que pode ser feito a partir de janeiro. Lamentável”, escreveu Hoffmann.

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Bolsonaro deixa o cargo de presidente da República no dia 31 de dezembro. Assim, o político dará lugar ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assume no dia 1º de janeiro de 2023.

Imagem: Marcelo Chello / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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