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Governo de transição diz que Bolsonaro deixou conta bilionária para consumidores

A conta que será paga nos próximos anos tem valor bilionário e foi impactada com a privatização da Eletrobras.

Avatar de Adriana Albuquerque Adriana Albuquerque · · 2 min de leitura
Presidente Bolsonaro discursando

Na última quinta-feira (8), o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, afirmou que os consumidores pagarão uma conta de R$ 500 bilhões. Tolmasquim coordena o grupo técnico da equipe de transição do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a conta foi deixada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

A conta que será paga nos próximos anos é referente a de energia elétrica. De acordo com coordenador, o diagnóstico para o setor elétrico é “assustador”. 

“Uma série de ações tomadas pelo governo vai deixar uma herança ruim muito grande para os próximos governos, que terá de ser paga pelo consumidor de energia elétrica”, afirmou. 

Privatização da Eletrobras impactou a área

Para o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a privatização da Eletrobras é um dos principais causadores da conta. De acordo com Tolmasquim, a privatização da Eletrobras, realizada no governo Bolsonaro, gerou custo de R$ 368 milhões nas contas de luz dos consumidores. 

O projeto de lei aprovado no Congresso Nacional vendeu a estatal. Além disso, o texto obrigu o governo a comprar de energia de termelétricas a gás natural nas regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste a partir de 2026. Contudo, de acordo com o coordenador, são lugares “distantes onde não há gás natural”.

De acordo com Tolmasquim, a reserva de mercado para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), também previstas na privatização da Eletrobras, trouxe uma conta de mais R$ 55 bilhões.

“Hoje temos um fenômeno que o custo da geração de energia elétrica é muito barato, nossas fontes [de energia] são baratas, temos bons recursos naturais, mas a tarifa que o consumidor paga é exorbitante, uma das mais caras do mundo. Agora vem mais pressão sobre a tarifa e temos que agir para resolver isso”, afirmou Tolmasquim.

Covid, escassez hídrica e contratação emergencial de termelétricas também influenciaram a conta

Além da privatização da Eletrobras, a chamada “Conta Covid” também custará cerca de R$ 23 bilhões. Além disso, a contratação emergencial de termelétricas, que somam mais R$ 39 bilhões e a escassez hídrica enfrentada no último ano, de R$ 6,5 milhões, se unem ao preço total.

Imagem: BW Press/shutterstock.com

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