Neste mês, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relançou um de seus principais programas dos outros dois mandatos, o Minha Casa, Minha Vida. Dessa forma, sua equipe estuda medidas que possibilitem ampliar os subsídios do programa habitacional e, assim, zerar o valor da entrada na compra da casa própria na faixa 1, que contempla a população de mais baixa renda.
Governo estuda zerar entrada do Minha Casa, Minha Vida
O governo estuda medidas para ampliar os subsídios do Minha Casa, Minha Vida e zerar o valor da entrada na compra da casa própria. Confira!
Diante disso, Lula e sua equipe buscam parcerias com governos estaduais e municipais para, junto com subsídios federais, cobrir o valor da entrada do financiamento imobiliário. Contudo, se a parceria não for suficiente para isso, o governo avalia aumentar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinados ao Minha Casa, Minha Vida.
Entrada zero
À vista disso, integrantes do Executivo e do Ministério das Cidades afirmam que o valor da entrada que, via de regra é de pelo menos 20% do preço do imóvel, tem sido um empecilho para que as famílias de baixa renda, que compõem a faixa 1, tenham acesso à casa própria por meio do programa.
Em síntese, a faixa 1 é destinada a famílias com renda bruta mensal de até dois salários mínimos, o que corresponde a R$ 2.640,00 (a partir de maio). O presidente Lula pretende contratar 2 milhões de novas casas em todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida, de modo que 500 mil dessas ocorra ainda em 2023.
Como vai funcionar
Portanto, se o beneficiário da faixa 1 conseguir um financiamento de 80% do valor do imóvel, o governo poderá utilizar recursos de programas estaduais e municipais e do FGTS para abater o custo de 20% da entrada. Já o restante, os 80%, continuaria com parcelas baixas, devido aos subsídios já existentes no Minha Casa, Minha Vida.
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No entanto, em regiões menos desenvolvidas, em que os governos estaduais e municipais têm menos recursos, a alternativa será a doação de terrenos pelas prefeituras, o que reduzirá o custo das obras.
Imagem: rafapress / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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