O governo federal endureceu o discurso contra as fraudes identificadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Presidente do INSS anuncia coletiva para explicar devolução a aposentados lesados
Ministro da Previdência afirma que governo irá às últimas consequências para punir fraudes no INSS.
Nesta quinta-feira (8), o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou uma apuração rigorosa das irregularidades e a reparação imediata dos prejuízos causados aos aposentados e pensionistas.
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Lula exige punição e proteção aos segurados

Durante coletiva no Palácio do Planalto, Wolney Queiroz afirmou que recebeu uma ordem direta do presidente: ir “às últimas consequências” para identificar os responsáveis pelas fraudes e proteger os beneficiários do INSS.
“[O presidente Lula] Me pediu, e me determinou que fossem às últimas consequências, na apuração das responsabilidades, que fossem as últimas consequências na busca daqueles que são os culpados, e que cuidasse dos nossos aposentados para que nenhum aposentado, nenhum segurado do INSS, ficasse em qualquer tipo de prejuízo. Então, estamos com essa missão”, disse o ministro.
Também participaram da entrevista os ministros Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Vinicius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além do presidente do INSS, Gilberto Waller.
INSS bloqueia novos consignados para conter irregularidades
Como medida imediata, o presidente do INSS determinou o bloqueio na liberação de novos empréstimos consignados. A medida busca interromper um ciclo de fraudes envolvendo entidades que vinculavam beneficiários a sindicatos sem seu conhecimento ou consentimento.
Essas instituições, muitas vezes, falsificavam assinaturas e autorizavam descontos mensais diretamente na folha de pagamento dos segurados, alegando a oferta de serviços como assistência jurídica e benefícios em farmácias e academias.
Sistema de descontos em folha facilitou esquema
Embora a legislação autorize, desde 1991, o desconto em folha mediante autorização expressa, as investigações mostram que, em muitos casos, essa autorização foi forjada.
Há registros de beneficiários filiados a várias entidades no mesmo dia, e o INSS teria liberado descontos em massa sem checagem individualizada.
Fraude gerou perdas bilionárias e fake news
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A Polícia Federal estima que os prejuízos causados pelas fraudes ultrapassem os R$ 6 bilhões. Paralelamente, o caso tem alimentado uma onda de desinformação nas redes sociais.
O governo, por exemplo, precisou desmentir boatos de que o INSS estaria telefonando para fazer prova de vida — o que é falso.
Governo prepara plano de ressarcimento

Segundo os ministros, um plano está em elaboração para ressarcir os aposentados prejudicados. Os valores indevidamente descontados serão devolvidos dentro dos pagamentos regulares dos benefícios. Informações mais precisas serão divulgadas em breve.
O governo também estuda formas de tornar o sistema mais seguro e evitar novos golpes.
Com informações de: G1
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