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Governo vai lançar crédito para entregadores adquirirem motos elétricas

Governo federal vai lançar linha de crédito para entregadores adquirirem motos elétricas, além de anunciar gás gratuito e reforma habitacional.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Governo vai lançar crédito para entregadores adquirirem motos elétricas

O Governo Federal se prepara para anunciar, ainda em junho, uma nova política de incentivo voltada a motoristas e entregadores de aplicativos em todo o país. Em entrevista ao podcast “Mano a Mano”, apresentado pelo rapper Mano Brown e a jornalista Semayat Oliveira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que a proposta inclui uma linha de crédito especial para a aquisição de motos elétricas, com foco em trabalhadores da economia de entrega por aplicativos, um dos setores que mais crescem no Brasil nos últimos anos.

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Linha de crédito para motos elétricas será voltada a entregadores

motos elétricas entregadores
Imagem: art around me / Shutterstock.com

Durante o bate-papo, Lula explicou que o programa de crédito será voltado especificamente aos entregadores de alimentos, que poderão acessar condições facilitadas para a compra de veículos movidos a eletricidade. A medida visa, segundo o presidente, oferecer melhores condições de trabalho e, ao mesmo tempo, incentivar a adoção de alternativas sustentáveis no transporte urbano.

“Vou abrir uma linha de crédito para financiar moto elétrica para os entregadores de alimentos neste país”, afirmou Lula.

O anúncio vem em meio a discussões sobre o impacto ambiental das motocicletas movidas a combustíveis fósseis e ao crescente custo da gasolina, que pesa especialmente sobre os trabalhadores informais do setor de entregas. Motos elétricas, embora mais caras na aquisição, tendem a ter custo de operação significativamente menor, o que pode representar economia no médio e longo prazo para os profissionais.

Medida busca aliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade

Com essa nova linha de crédito, o governo pretende aliar inclusão econômica, sustentabilidade e modernização da frota utilizada por entregadores de aplicativo. A proposta também pode gerar impacto positivo sobre a cadeia produtiva nacional de veículos elétricos, incentivando a indústria a ampliar a oferta e reduzir os preços desses modelos.

Ainda não há detalhes técnicos sobre taxas de juros, valor do financiamento ou exigências para adesão. No entanto, a expectativa é de que o programa seja operado por bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil, com subsídio parcial por parte do governo.

Gás de cozinha gratuito para famílias carentes

Além do financiamento para motos elétricas, Lula confirmou que o governo anunciará, em breve, a inclusão do botijão de gás de 13 quilos na cesta básica das famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). O benefício, que está sendo estruturado desde 2024, tem como objetivo ampliar o acesso ao gás de cozinha (GLP) e reduzir os custos domésticos de famílias vulneráveis.

“Estamos encontrando um meio de fazer com que essas pessoas mais pobres recebam este gás de graça”, disse Lula.

De acordo com o presidente, há uma grande discrepância entre o valor de saída do botijão da Petrobras e o preço final pago pelo consumidor. O botijão de 13 kg, que sai da refinaria por cerca de R$ 37, chega ao consumidor final por até R$ 140 em algumas regiões, o que inviabiliza o acesso ao insumo essencial por parte de milhões de brasileiros.

Impacto social da medida

O subsídio do gás de cozinha é visto como uma política pública de alto impacto social, sobretudo em um cenário de insegurança alimentar e inflação elevada dos produtos essenciais. Segundo dados do IBGE, mais de 30 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar grave.

A medida se soma a outras ações sociais em curso, como o Bolsa Família e o programa Minha Casa, Minha Vida, com o objetivo de promover uma rede de proteção mais robusta às camadas mais pobres da população.

Crédito para reforma de moradias também será anunciado

Imagem: Honda | Divulgação

Outro ponto mencionado por Lula durante o podcast foi a criação de uma linha de crédito específica para reformas residenciais. A proposta é contemplar famílias que, mesmo possuindo moradia própria, enfrentam dificuldades para realizar melhorias básicas, como construção de banheiros, ampliação de quartos ou melhorias estruturais.

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“Às vezes, você tem sua casinha e não quer uma casa nova; quer fazer um quarto, um banheiro novo. Então, a gente vai abrir linha de crédito para reforma de casa”, afirmou.

Expansão do Minha Casa, Minha Vida

Lula aproveitou ainda para reforçar a meta de entregar até 3 milhões de novas unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida até dezembro de 2026. A iniciativa é considerada uma das vitrines do atual mandato e está sendo reformulada para ampliar o acesso de famílias de baixa renda à moradia digna.

Repercussão e expectativas

As medidas anunciadas ou antecipadas pelo presidente foram bem recebidas por setores da sociedade civil e especialistas em políticas públicas. A criação de linhas de crédito acessíveis para reformas e compra de veículos sustentáveis pode representar um impulso à economia, sobretudo nos setores da construção civil e da mobilidade urbana.

Entretanto, analistas também destacam a necessidade de detalhamento e regulamentação das ações, especialmente no que diz respeito à fonte de financiamento, critérios de acesso e operacionalização por parte dos bancos e instituições envolvidas.

Considerações finais

O pacote anunciado por Lula sinaliza a retomada de uma agenda social mais ampla e com foco em inclusão econômica, modernização da frota de veículos urbanos e acesso a direitos básicos, como moradia digna e gás de cozinha. Se implementadas de forma eficaz, as medidas podem representar avanços concretos na qualidade de vida de milhões de brasileiros que enfrentam precariedade tanto no trabalho quanto no cotidiano doméstico.

Com foco em sustentabilidade, desenvolvimento social e melhoria das condições de trabalho, o governo federal busca estabelecer políticas de estímulo que atendam diretamente às necessidades dos segmentos mais vulneráveis da população brasileira.

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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