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Governo Lula quer mudar imposto sobre consumo

Proposta, que está parada desde 2019 e foi resgatada pelo atual governo, prevê unificar todos os tributos. Entenda mais!

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso com microfone

Uma pesquisa realizada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) constatou que a reforma tributária sobre o consumo pode acarretar na elevação da atividade econômica em diversos setores do país.

Essa é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, segundo o estudo realizado a pedido do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), poderá aumentar a renda e o consumo familiar.

Outro ponto positivo apresentado na pesquisa é que a aprovação da PEC 45/2019 contribuirá com a diminuição da desigualdade social. Além disso, estima-se que essa proposta aumente o número de exportações e importações no país.

Reforma tributária sobre o consumo

A proposta de emenda à Constituição, PEC 45, foi criada em 2019 pelo deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP). A medida propõe a alteração do Sistema Tributário Nacional.

Isso significa que cinco tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) serão convertidos em um único imposto que ganharia o nome de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). 

No entanto, o texto que foi inspirado no projeto do fundador do CCiF, Bernard Appy, atual secretário especial para reforma tributária do Ministério da Fazenda, encontra-se parado desde maio de 2019. 

Vale ressaltar que a PEC 45 se mantém estagnada após ter passado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. 

Prioridade do Ministério da Fazenda

Segundo o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o governo pretende aprovar a reforma sobre os tributos no primeiro semestre deste ano. Para Haddad, a proposta é uma prioridade desde novembro, mesmo antes de ter recebido a indicação ao ministério. 

Apesar da PEC 45 ser vista como favorável por especialistas, não há indícios de que a proposta possa ser aprovada no Congresso Nacional de maneira tão rápida. Pois há uma resistência histórica de setores que acreditam que a medida possa acarretar prejuízos a determinados serviços. 

Porém, o ministro garante que o cenário atual está favorável para a discussão da pauta ainda nos primeiros meses do ano. Segundo Haddad, a Câmara e o Senado amadureceram a visão acerca do tema, mesmo com os parlamentares que tomaram posse na manhã desta quarta-feira (1º). 

Crescimento econômico

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Durante o Fórum Econômico Mundial, realizado na cidade de Davos (Suíça), Haddad anunciou as mudanças acerca dos impostos brasileiros. Em seu discurso, garantiu que a PEC 45 irá impactar fortemente no crescimento da economia. Segundo p Ministro da Fazenda:

“Isso tem um impacto muito forte no crescimento econômico. Vai melhorar a vida das empresas, vai melhorar a vida da indústria, vai dar mais transparência para o sistema tributário, vai permitir que a gente avance no segundo semestre para discutir a regressividade do sistema tributário, que penaliza as famílias mais pobres”.

Ademais, o secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou em entrevista à CNN, na última terça-feira, 31 de janeiro, que a reforma tornará mais ágil a produtividade no setor empresarial. 

“(A PEC 45/2019) vai simplificar, garantir mais agilidade, garantir uma melhoria na produtividade e na competitividade das nossas empresas”, declarou o secretário.

Aliás, Mello também afirmou que o sistema tributário atual é regressivo, “ou seja, os muito ricos pagam pouco e os trabalhadores pagam muito”.

Imagem: Isaac Fontana/ shutterstock.com

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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