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Governo monta plano ousado para tirar 1 milhão de pessoas do CadÚnico

O governo afirmou que pretende tirar 1 milhão de pessoas do CadÚnico ainda neste ano. Confira como isso acontecerá.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Cadastro Único

Na última segunda-feira (20), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), afirmou que a pasta pretende tirar cerca de 1 milhão de pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até o final de 2023.

A iniciativa seria viabilizada por meio de parcerias com empresas, que fariam o recrutamento de trabalhadores que se encontram no cadastro. Além disso, o governo quer disponibilizar crédito para que as pessoas possam abrir seus próprios negócios e melhorar a vida financeira.

CadÚnico como meta social

De acordo com Dias, há 27 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico em idade de trabalhar, sendo que parte delas possui qualificação média, técnica e superior. Assim, o ministro destacou que esses cidadãos não estão no cadastro por fraude, mas sim por falta de oportunidade.

O chefe da pasta afirmou que pretende que o CadÚnico seja tido como “meta social”, com o intuito de possibilitar a saída de beneficiários do Bolsa Família, não só para um emprego formal, mas por meio do empreendedorismo. Assim, o plano é destinar R$ 1,7 bilhão em crédito para empreendedores de baixa renda.

“A cena que eu quero reproduzir em todo o país é a de famílias que querem devolver seu cartão do Bolsa Família e trocá-lo pela carteira assinada ou por pessoas que abriram o primeiro negócio”, afirmou o ministro.

Pente-fino do Bolsa Família

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Além disso, Dias afirmou que o pente-fino do Bolsa Família irá continuar, focando principalmente nas famílias unipessoais, ou seja, formadas por apenas uma pessoa. Essa formação aponta que houve uma divisão artificial das famílias para receberem um valor maior no programa social.

Ademais, o ministro ressaltou que, com o cancelamento de cadastros irregulares de quem não preenchia os requisitos, famílias que estavam fora do Bolsa Família, mesmo cumprindo os critérios, puderam entrar no programa social.

Imagem: JERO SenneGs / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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