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Governo planeja realizar devolução de dinheiro gasto com estudos

Secretário da reforma tributária falou sobre a possibilidade do cashback durante encontro no Instituto Brasileiro de Direito Tributário.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Mão segurando várias notas de 100 reais. Em baixo, sobre uma mesa, há várias notas de 50 reais

O secretário especial da Reforma Tributária, Bernard Appy, esteve presente no encontro realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBDT) na última sexta-feira (17). Durante o evento, Appy comentou sobre as Propostas de Emenda à Constituição  – PEC 45/19 e PEC 110/19 -, que são a base da discussão sobre a reforma tributária que circula no Congresso.

Nos textos mais recentes das PECs consta a ideia do cashback, ou seja, a devolução do tributo pago sobre o consumo de bens e serviços.

O cashback poderá ser destinado a pessoas em vulnerabilidade social, mas também para o desenvolvimento de algumas áreas, como a educação. A ideia é devolver o valor do imposto pago na mensalidade escolar do ensino básico, para o contribuinte com renda menor.

Inspiração no exterior e unificação de tributos

Appy lembra que nenhuma ação está definida ainda e que, por enquanto, a ideia está em construção e estudos de propostas semelhantes realizadas no exterior estão sendo analisados.

Como no Uruguai, em que a devolução do imposto sobre o consumo acontece no momento da compra, no caixa do supermercado.

Nas PECs consta a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) seguindo os moldes do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de forma não cumulativa e tributado no destino final da compra.

Appy salienta que as propostas trazem a unificação de vários tributos em um único IBS nacional ou dividido em IBS federal e IBS subnacional.

Críticas ao cashback

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Apesar da ideia do cashback do imposto estar em estudo, alguns já criticam a estratégia do governo. O motivo é a falta de suporte tecnológico para realizar o cruzamento de dados entre o nível de consumo em comparação com a capacidade de contribuição com base na renda.

Esse cruzamento de dados é que definiria os beneficiários da devolução do valor do imposto pago. Sobre isso, Appy rebate dizendo que:

“Acho que a tecnologia hoje em quase todo o Brasil já permite fazer isso. Não vejo isso como grande impeditivo.” Sobre a definição dos beneficiários, o secretário citou a possibilidade de usar informações do Cadastro Único, mas que nada está decidido ainda. Para ele, o mais importante no momento é tornar os textos das PECs constitucionais, “nossa equipe está estudando a experiência internacional para ver quais são as melhores opções e vamos conversar nesta semana com o Ministério de Desenvolvimento Social”, finalizou Appy.

Imagem: Alexandre Zorek / Shutterstock

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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