O governo federal, por meio da Anvisa, anunciou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de seis marcas de azeite de oliva no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, afeta as marcas Alonso, Almazara, Escarpas das Oliveiras, Grego Santorini, La Ventosa e Quintas D’Oliveira.
Governo veta 6 marcas de azeite; confira os motivos por trás da decisão
Seis marcas de azeite foram proibidas por fraude e risco à saúde. Veja os nomes, os motivos da proibição e dicas para evitar produtos falsificados.
Esses produtos já haviam sido considerados impróprios para o consumo humano pelo Ministério da Agricultura em outubro de 2024. Agora, com o respaldo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os azeites estão oficialmente vetados em todo o território nacional.
A principal motivação da medida está ligada a irregularidades nos CNPJs das empresas embaladoras e suspeitas de fraude na composição dos produtos. A partir desta decisão, os órgãos de vigilância sanitária locais estão autorizados a recolher os lotes em circulação.
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Quais azeites foram proibidos recentemente?

Entre os dias 20 e 26 de maio de 2025, seis marcas foram vetadas:
- Alonso
- Almazara
- Escarpas das Oliveiras
- Grego Santorini
- La Ventosa
- Quintas D’Oliveira
As marcas são acusadas de não atender às normas básicas de registro, rotulagem e rastreabilidade, essenciais para garantir a segurança alimentar dos consumidores.
Diferença entre marcas com mesmo nome
No caso específico da Alonso, o Ministério da Agricultura esclareceu que há duas marcas com esse nome no mercado. A proibida pertence à Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., de origem desconhecida. A versão regular, de origem chilena, é comercializada pela Agrícola Pobena S.A.
Por que esses azeites foram proibidos?
A Anvisa identificou sérios problemas nos CNPJs das empresas embaladoras.
Empresas com CNPJs extintos ou inexistentes
- Caxias Comércio de Gêneros Alimentícios (La Ventosa)
- Intralogística Distribuidora Concept (Grego Santorini)
Ambos os CNPJs foram extintos por inconsistências cadastrais.
- Oriente Mercantil Importação e Exportação (Almazara e Escarpas das Oliveiras)
CNPJ extinto por liquidação voluntária em dezembro de 2023.
- Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. (Alonso e Quintas D’Oliveira)
CNPJ sequer consta na base de dados da Receita Federal.
Segundo o Ministério da Agricultura, essas irregularidades reforçam a suspeita de fraude sistemática.
Quais as irregularidades na composição dos azeites?
O governo realizou testes físico-químicos em amostras recolhidas em outubro de 2024. O resultado revelou que quatro das seis marcas apresentaram fraude na composição:
- Almazara
- Escarpas das Oliveiras
- Grego Santorini
- La Ventosa
Os testes apontaram que os produtos não eram azeite de oliva puro, mas sim misturas com óleos vegetais não identificados.
Riscos associados ao consumo
- Falta de controle sanitário nas fábricas
- Uso de óleos de procedência desconhecida
- Potencial contaminação química ou biológica
Quantas marcas já foram proibidas desde 2024?

Desde o início de 2024, 38 marcas de azeite tiveram lotes vetados ou foram totalmente proibidas pelo Ministério da Agricultura e/ou pela Anvisa.
Entre novembro e dezembro do ano passado, mais de 31 mil litros de azeite falsificado foram apreendidos em operações conjuntas da Polícia Federal, Ministério da Agricultura e Vigilância Sanitária.
Como comprar um bom azeite e evitar fraudes?
Fatores para observar
1. Embalagem escura:
Evite azeites em garrafas transparentes. O vidro escuro protege contra a luz, que degrada o produto.
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2. Data de envase:
Prefira azeites com envase recente. O prazo de validade costuma ser de até dois anos.
3. País de origem confiável:
Verifique se o país produtor tem tradição na fabricação de azeites. Espanha, Portugal, Grécia e Chile são exemplos.
4. Preço muito baixo:
Desconfie de azeites com valor muito abaixo da média. Produtos autênticos demandam processos custosos.
5. Evite azeite a granel:
Não compre azeite em bombonas ou sem rotulagem clara. A venda fracionada facilita a fraude.
6. Consulte órgãos oficiais:
Antes da compra, o consumidor pode verificar se o produto está entre os azeites proibidos. A lista é atualizada regularmente pelo Ministério da Agricultura.
O que fazer ao identificar um produto suspeito?
- Não consuma o azeite
- Denuncie à vigilância sanitária local
- Solicite reembolso ou troca ao estabelecimento
- Evite adquirir produtos de marcas pouco conhecidas em canais informais
Fraudes com azeite no Brasil: um histórico preocupante
A adulteração de azeite é uma das fraudes alimentares mais comuns no país. Nos últimos anos, as investigações revelaram um mercado paralelo sofisticado, com fábricas clandestinas operando sem qualquer fiscalização sanitária.
Esses grupos criminosos adquirem óleos vegetais mais baratos (como soja ou algodão) e os misturam com corantes para simular azeite. O produto é embalado e rotulado como azeite de oliva extra virgem — prática que viola a legislação e representa crime contra a saúde pública.
Ações do governo devem continuar

Com o aumento da fiscalização e a cooperação entre ministérios, a tendência é que novas marcas suspeitas sejam analisadas nos próximos meses. A Anvisa e o Ministério da Agricultura afirmam manter operações em curso e prometem transparência nas atualizações.
A recomendação principal às famílias brasileiras é simples: fiquem atentas às marcas e aos sinais de adulteração.
Conclusão
A proibição de seis marcas de azeite pelo governo federal reforça a importância da vigilância constante sobre os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. As irregularidades nos registros das empresas e as fraudes na composição dos produtos evidenciam riscos sérios à saúde pública. Para se proteger, o consumidor deve estar atento à procedência, à rotulagem e ao preço dos azeites, além de consultar listas oficiais atualizadas. O combate à falsificação de alimentos exige fiscalização rigorosa, punições severas e, principalmente, informação acessível à população.
